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Em Família
Flordelis emprega dois filhos adotivos presos na Câmara dos Deputados
Deputada é ré por mandar matar o marido, o pastor Anderson do Carmo
Redação
25/08/2020 | 16:06

O gabinete da deputada federal Flordelis (PSD-RJ) na Câmara dos Deputados, ré por mandar matar o marido, o pastor Anderson do Carmo, emprega pelo menos dois filhos adotivos do casal, pastores de sua igreja investigados e há indício de prática de “rachadinha”.

Na lista dos funcionários da parlamentar estão Carlos Ubiraci Francisco e André Luiz de Oliveira, presos na segunda-feira. O primeiro, apontado como um dos que planejou a morte de Anderson, recebeu R$ 11,7 mil como último salário. Já o segundo, André Luiz de Oliveira, ganhou R$ 15,5 mil no último mês e foi denunciado pelo Ministério Público do Rio por ter participado das tentativas de envenenamento de Anderson do Carmo.

Mensagens obtidas pela Polícia Civil mostram indícios de que Carlos Ubiraci repassava parte dos seus vencimentos como assessor parlamentar para família. Em março de 2019, Flordelis trocou mensagens com um de seus filhos, sugerindo que Carlos Ubiraci Francisco da Silva deixasse de participar do plano de saúde da família, porque receberia R$ 4,5 mil. “Como mãe e deputada titular do gabinete onde Carlos é assessor parlamentar, deve saber perfeitamente o quanto ele recebe de salário”, sublinham os investigadores em relatório de investigação obtido pela CNN.

Como Carlos recebia R$ 11,7 mil, a Polícia concluiu que há “fortes indícios da prática conhecida como rachadinha, na qual parte da verba oficial, embora destinada ao servidor, não fica com ele”. O material sobre essa parte da investigação foi encaminhado para Procuradoria-Geral da República, que é quem tem atribuição para investigar Flordelis nessa suspeita de rachadinha.

Além dois filhos adotivos, o pastor Gerson Conceição Oliveira, recebeu R$ 15,6 mil de salário e ainda está na mira do Ministério Público do Rio por envolvimento com a morte de Anderson do Carmo.

O advogado dos filhos de Flordelis, Luiz Felipe de Alves e Silva, disse que não vai se manifestar sobre o conteúdo do processo, apenas que irá pedir a revogação da prisão e, caso não consiga, habeas corpus.

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