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Feriadão da Padroeira
Feriadão anima comércio potiguar, mas acende alerta para aglomerações
Previsão de um movimento quase 50% maior na circulação de passageiros no Aeroporto Internacional de São Gonçalo do Amarante neste fim de semana, além da alta procura por hospedagem nos próximos dias, provocou um misto de euforia e preocupação nos empresários do setor. Setor de bares e restaurantes cobra mais fiscalização
Marcelo Hollanda
09/10/2020 | 05:20

Que Nossa Senhora Aparecida nos ilumine e proteja.

Afinal de contas, o feriadão da padroeira do Brasil, cercado de expectativas, começa nesta sexta-feira 9 e se estende até segunda 12.

Depois de mais de seis meses de quarentena forçada pela pandemia do novo coronavírus, o “liberou geral” dos últimos dias deu um sabor de liberdade, mas também de certo receio para muita gente.

A previsão de um movimento quase 50% maior na circulação de passageiros no Aeroporto Internacional de São Gonçalo do Amarante neste fim de semana, na comparação com o feriado da Independência, provocou um misto de euforia e preocupação nos empresários do setor.

Euforia pelo lucro que há muito tempo não vinha, para pagar as contas em atraso, e medo por causa do perigo de aglomerações e de uma segunda onda da doença.

HOTÉIS E FISCALIZAÇÃO EM PIPA

Em Tibau do Sul, onde fica Pipa, destino mais procurado do Litoral Sul do Rio Grande do Norte, quase a totalidade dos seis mil leitos disponíveis já está ocupada de hoje até segunda-feira, diz a secretário de Turismo do município, Beth Bauchwitz.

Essa situação já mobilizou os cerca de 50 estabelecimentos do lugar, entre bares, restaurantes e similares, a reforçarem seus estoques.

“A fiscalização vai continuar, mas acho que nem vai dar trabalho, porque tanto o pessoal da hotelaria quanto de bares e restaurantes vêm seguindo à risca todos os protocolos de distanciamento”, afirma Beth.

Ela assegura que haverá fiscalização das autoridades policiais, depois de episódios de grandes aglomerações registradas em Pipa ainda durante o pico da pandemia.

Em Natal, a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH), ainda apurava no começo da noite de ontem a ocupação dos hotéis, que promete ser recorde depois de muito tempo.

BARES E RESTAURANTES

Na capital, porém, donos de bares e restaurantes ouvidos pelo Agora RN se queixaram do sumiço da fiscalização depois da flexibilização autorizada há quase dois meses pelo governo estadual e pela prefeitura.

O presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes do RN, Artur Fontes, explica que a fiscalização inteligente, educativa, mas dura e permanente, é algo desejado pelo setor, onde empresários dispostos a cumprir os protocolos estão se dando mal com a queda de seus lucros, enquanto aqueles que descumprem as regras levam vantagem.

“O resultado de meses de pandemia fez com que um entre quatro estabelecimentos formais fechassem as portas por conta do coronavírus. A única coisa que não queremos e nem precisamos agora é de uma segunda onda”, justifica.

Ele diz que os negócios que sobreviveram, até a flexibilização dos protocolos, amargaram até agora prejuízos que não sabem se irão superar.

O empresário acrescenta que agora que a bebida alcoólica voltou a ser servida e os clientes retornam aos poucos, primeiro com o turismo regional e depois com o reinício do turismo nacional, “o momento é de exigir que as autoridades voltem também a fiscalizar, mas de uma maneira educativa e inteligente”.

Para Artur Fontes, com o retorno dos clientes, torna-se vital que os empresários sejam ajudados pelo poder público na hora de conter aglomerações, providência fundamental para esse retorno.

Ele explica que o coronavírus se impôs de maneira diferente de negócio para negócio. “Os donos de grandes espaços físicos lidaram melhor financeiramente com o isolamento social. Já a maioria, dona de pequenos espaços, amargou os maiores prejuízos e não pode se expor a um retrocesso, por menor que ele seja”.

AEROPORTO

Por enquanto, a Inframérica, que administra o aeroporto de São Gonçalo do Amarante, o único da Grande Natal, pede a colaboração de todos os passageiros no respeito às distâncias físicas entre pessoas e lembra que também foram distribuídos pontos de álcool gel em todo o terminal.
Uma providência que não fará efeito se as aglomerações de rua se impuserem nas ruas.

Hotéis devem ter ocupação média de 85%

Considerando as reservas feitas até esta sexta-feira 9, Natal e Pipa terão 85% dos leitos de hotéis ocupados para este feriadão, segundo estimativa divulgada pela Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do RN (ABIH-RN), depois de fazer um levantamento com seus associados para prever o nível de ocupação durante o feriado da padroeira do Brasil.

Um fator interessante que a pesquisa observou foi uma grande procura por parte do turismo regional e local. “Com as linhas aéreas ainda em retomada lenta de suas malhas habituais, os turistas aproveitam as curtas distâncias do Nordeste e o acesso rodoviário para investir em tempo de lazer pela própria região”, afirmou a entidade em nota.

“Em feriados como esses, que casam com o final de semana, a expectativa de ocupação é sempre boa, tendo em vista que contamos bastante com o turismo regional. Entretanto, desde a pandemia, tem-se concentrado essas ocupações muito mais nos destinos de Pipa/Tibau do Sul e São Miguel do Gostoso, ambos locais que possuem menos ofertas de leitos do que Natal, por exemplo, e se concentrando principalmente nos finais de semana.
Durante os dias úteis a ocupação tem sido um tanto quanto vazia”.

Já na capital, diz a ABIH-RN, “a situação é ainda mais difícil, pois a quantidade de leitos é muito grande para a quantidade de turistas que chegam à cidade”.

“É preciso que voltemos com os voos regulares. Estamos vislumbrando uma grande ação da CVC para fretamento, mas até lá vamos conviver com um cenário de ocupação aceitável em ocasiões especiais como feriados prolongados e uma grande baixa durante a semana”, comentou o presidente da ABIH-RN, José Odécio Jr.

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