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Política
Disputa Fátima-Styvenson intensifica e eclipsa Marinho no RN; leia opinião de Dinarte Assunção
Leia opinião de Dinarte Assunção

01/12/2023 | 08:50

No atual panorama político do Rio Grande do Norte, dois eventos recentes simbolizam a crescente polarização e o realinhamento das lideranças locais. De um lado, a governadora Fátima Bezerra anunciou um investimento substancial de quase R$ 900 milhões em parceria com o Banco Mundial. Do outro, o senador Styvenson Valentim reuniu um número significativo de prefeitos, quase 100, para prestar contas de seu mandato, um fato notável que merece uma análise cuidadosa. Os dois eventos aconteceram no mesmo dia e produziram imagens semelhantes, sugerindo disputa abertamente.

Esse alto comparecimento no evento de Valentim é particularmente interessante quando comparado com o período em que Rogério Marinho, então ministro do Desenvolvimento Regional, gerenciava uma considerável parcela do orçamento federal. Marinho, mesmo com amplos recursos e influência política à sua disposição, não conseguiu atrair tantos líderes municipais quanto Valentim. Isso sugere uma mudança significativa na dinâmica política do Estado.

“Alto comparecimento de prefeitos em evento de Styvenson sugere que lideranças locais buscam novas direções”

A presença expressiva de prefeitos no evento de Valentim pode ser vista como um indicativo de sua crescente influência e aceitação entre as lideranças locais. Ele parece estar se consolidando como o centro de gravidade da oposição no Estado, uma figura capaz de unir diferentes grupos e lideranças em torno de um projeto político alternativo.

Por outro lado, a governadora Bezerra, com seu anúncio de mais investimentos pelo Banco Mundial, busca construir a imagem de progresso e desenvolvimento. O investimento anunciado não apenas promete benefícios tangíveis para o Estado, mas também solidifica sua posição como líder política capaz de atrair apoio significativo, tanto da população quanto de outras esferas de poder.

Esses eventos indicam um reposicionamento da polarização no cenário político do Rio Grande do Norte. As lideranças estão se dividindo em torno de duas figuras centrais: Fátima Bezerra e Styvenson Valentim. Esta divisão, cuja face central era Fátima x Rogério, reflete uma escolha entre diferentes visões de futuro para o estado e diferentes abordagens de governança.

No entanto, é importante notar que essa polarização não é apenas uma questão de preferências políticas, mas também um reflexo do desejo da população por lideranças que efetivamente atendam às suas necessidades e aspirações. O alto comparecimento de prefeitos no evento de Valentim, em contraste com a era Marinho, sugere que as lideranças locais estão buscando novas direções e alianças na oposição.

O cenário político do Rio Grande do Norte está em um momento de transformação significativa. Com as próximas eleições, é provável que essas divisões e alianças se tornem ainda mais evidentes. Os eleitores do estado enfrentam uma escolha não apenas entre candidatos, mas entre diferentes projetos de sociedade e desenvolvimento.

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