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Educação
Falta de professores e problemas estruturais prejudicam retomada presencial na Escola Estadual João Tibúrcio
Unidade atende cerca de 600 alunos do ensino fundamental e Educação de Jovens e Adultos (EJA)
William Medeiros
03/11/2021 | 08:28

Os maiores desafios para a retomada das aulas 100% presenciais na Escola Estadual Professor João Tibúrcio, em Natal, têm sido a falta de estrutura e de professores. A afirmação foi feita pela direção e por uma aluna, na segunda-feira 25. A instituição tem cerca de 600 alunos matriculados, contemplando ensino fundamental para crianças, adolescentes, jovens e adultos.

Com exceção do período noturno, onde funcionam as turmas de Educação de Jovens e Adultos (EJA), todos os turnos já voltaram com 100% da capacidade desde o dia 04 de outubro. De acordo com a direção, a falta de alunos está relacionada ao perfil dos estudantes, que geralmente trabalham o dia inteiro e são mais velhos. Mesmo assim, foi realizada uma busca ativa por parte da instituição para enfrentar o problema.

Segundo a instituição, foi feito o pedido para uma reforma do prédio, mas só houve pequenos reparos. “A estrutura física é precária. Há dois ou três anos já que tem essa demanda que deveria vir da secretaria, mas até hoje não veio”, disse a vice-diretora Edilza Maria.

“O prédio precisa de uma reforma, caixa d’água, toda a escola precisa de uma pintura, troca de porta, tem salas sem janelas, faltam ventiladores nas salas e elas são muito quentes”, complementou Edilza. Segundo ela, a escola procurou a Secretaria de Estado da Educação, da Cultura, do Esporte e do Lazer (SEEC) mais de uma vez.

“Não é nem culpa dos professores ou das diretoras, mas, sim, do governo. Se ele tivesse resolvido, a escola estaria muito linda”, complementou a aluna do 7º ano, Vitória Ketlyn, de 14 anos. A jovem ainda chegou a dizer que as salas não possuem ventilação e só uma tem ar-condicionado.

“A SEEC enviará uma equipe do setor de engenharia para analisar as condições da unidade de ensino para inserir a escola no cronograma de obras. Todas as questões estruturais serão atendidas”, disse a Secretaria de Educação e Cultura sobre a falta de estrutura na escola.

Falta de professores e problemas estruturais prejudicam retomada presencial na escola estadual joão tibúrcio
Vice-diretora Edilza Maria aponta: escola precisa de pintura, portas, tem salas sem janelas e faltam ventiladores. Foto: José Aldenir/Agora RN

Falta de professores

“Eu gosto, mas ao mesmo tempo, é uma coisa bem diferente porque tem professor, mas falta professor em algumas coisas. Está faltando professor em artes, em ciências, e não era nem para estar faltando”, relatou a aluna Vitória Ketlyn.

“Nesta gestão, mais de 4 mil professores, sejam temporários ou permanentes, foram convocados para assumir as salas de aula. Com o retorno das aulas presenciais, a SEEC está mapeando os locais com falta de docentes para reorganizar jornadas de trabalho e convocar novos professores conforme forem as demandas”, disse a Secretaria de Educação do RN por meio de comunicado enviado ao Agora RN.

Protocolos

De acordo com o coordenador pedagógico da escola, Caio Tarcio, estão sendo seguidos todos os protocolos encaminhados pela Secretaria de Estado da Educação, da Cultura, do Esporte e do Lazer (SEEC). Segundo ele, foi realizado um diálogo com a equipe da instituição e elaborado um plano de retomada.

A escola vem trabalhando com a disponibilização de álcool, distanciamento, uso de máscara, sinalização, entre outros. “Está tendo álcool. Eles estão higienizando a nossa mão, quando a gente entra na sala também passa. É muito limpo o banheiro daqui da escola. Uma coisa eu falo: aqui é limpo. As meninas limpam o banheiro bem direitinho”, disse Vitória.

Uso de tecnologias

A escola trabalhou com distribuição de material impresso e aulas online durante a pandemia. A direção apontou que muitos alunos tiveram dificuldade para aprender. “Os professores ficaram muito angustiados porque a presença nas aulas remotas eram baixas, porque muitos não tinham condições, não tinham internet, não tinham telefone. Então, o professor trabalhou três vezes mais”.
“A gente está aprendendo mais agora. Na aula que foi online, não deu para a gente desenrolar pelo que eu vi. Presencial é totalmente diferente”, disse a aluna Vitória.

Sobre o assunto, a SEEC afirmou ao Agora RN que “durante a pandemia, diversas plataformas foram dar continuidade ao processo de ensino e aprendizagem, como a Escola Digital no SIGEduc. Por fim, para aqueles que tiveram dificuldade no acesso a internet, a SEEC levou ao ar aulas via TV aberta, todos os dias da semana, com conteúdos do ensino fundamental, médio e EJA. Ainda neste ano, a pasta realizará compra de equipamentos de informática e iniciará a universalização de internet banda larga na rede estadual”.

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