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Caicó
Fã dos Beatles morre de Covid no RN e deixa cartas escondidas para filha em discos vendidos
Antes de morrer, Karlo Schneider precisou se desfazer de mais de 400 discos da banda. Dentro deles, estavam algumas cartas que deveriam ser lidas no aniversário de 15 anos da filha. Família busca a carta
Correio Braziliense
09/06/2021 | 08:15

Uma história que mais parece um enredo de filme está repercutindo nas redes sociais e chamando atenção dos internautas. Uma campanha foi criada para encontrar as cartas deixadas por um pai que morreu em decorrência da Covid-19. As correspondências estavam em discos dos Beatles.

Karlo Schneider Nogueira, de 40 anos, sempre gostou de jogos e caça ao tesouro com a família, e decidiu escrever cartas e juntar mensagens de amigos para que a filha mais velha, Bárbara Schneider, lesse quando completasse 15 anos. Agora, com 14 anos e cerca de um mês da morte do pai, a família tenta encontrar os bilhetes em discos que foram vendidos na internet.

Uma amiga da família, Ulla Saraiva, contou a história no Twitter e afirmou que Schneider não imaginava que precisaria vender mais de 400 discos. Segundo ela, ele tinha entre 500 e 600 discos, mas que ficou apenas com 150: “Quando a filha de Schineider nasceu, ele escreveu e pediu pra amigos escreverem cartas para ela ler aos 15 anos. Hoje, ela tem 14 e ele faleceu meses atrás de Covid. A questão é: as cartas sumiram”.

“Schineider, beatlemaníaco, colocou as cartas dentro de discos dos Beatles. Como ele tinha muito material da banda, e passou por dificuldades financeiras ano passado, se desfez de algumas coisas em fóruns de fãs dos Beatles. As cartas devem ter ido dentro de algum dos LPs. Ele era o rei dos presentes, surpresas e caças ao tesouro. Parece que ele deixou uma última caça ao tesouro para a família e amigos”, continuou a amiga.

Atualmente, a família mora em Caicó, no Rio Grande do Norte, mas também viveu em Mossoró e Natal. A esposa de Schneider relatou que a maioria das vendas foi feita pela internet ou em sebos de várias partes do Brasil. A amiga Ulla definiu a busca como “encontrar uma agulha no palheiro”, mas pede a ajuda de todos por ter um grande significado para a família.

“Quem convive com colecionador sabe que é bem possível alguém ter comprado e nem sequer ouvido o disco ainda. Ainda mais se for coisa rara. Ele era incrível, o Forrest Gump de Mossoró. De fato ele era um personagem único. Merece ter suas histórias contadas”, finalizou Ulla.

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