No último domingo, 07, acusações foram trocadas entre Kiev e Moscou, onde, novos bombardeios na maior usina nuclear da Europa, Zaporizhzhia, que fica localizada no sudeste da Ucrânia, foram discutidos. A usina está sob controle da Rússia.
No sábado, 06, um “risco muito real de desastre nuclear”, foi registrado pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), que é ligada à Organização das Nações Unidas (ONU).

Três sensores de radiação da usina ficaram danificados após ataques russos que foram realizados no último sábado, de acordo com a companhia Nuclear Energoatom. Um funcionário precisou ser hospitalizado. As instalações de armazenamento seco foram atingidas pelo ataque, de acordo com a imprensa local. Neste local, estão 147 containers com tubos de combustível nuclear que já foram usados.
A companhia disse o seguinte sobre os ataques: “Como resultado do ataque, a detecção e reação rápida em caso de deterioração no status da radiação ou de vazamento de radiação dos containers (…) não são possíveis no momento.”
Porém, segundo a Rússia, foi a própria Ucrânia que atingiu a usina, onde, um sistema de lançamento múltiplo de foguetes de 220 mm foi usado: “Os edifícios administrativos e a área adjacente à instalação de armazenamento foram danificados” e os projéteis caíram “no raio de 400 metros de um reator em funcionamento.”
Não foi possível confirmar de forma independente as alegações dos dois lados em conflito.
Rafael Grossi, que é o diretor-geral da AIEA, disse na semana passada que usina ainda está sob administração de técnicos ucranianos e que a instalação estava “muito vulnerável”. Segundo ele, um colapso pode acontecer a qualquer momento e que as medidas de segurança já foram tomadas. Grossi relatou que os funcionários ucranianos sob comando dos ocupantes russos não estavam conseguindo cumprir adequadamente suas funções e enfrentavam ameaças de violência.
Com informações, G1.