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Economia
“Existe muita confiança do presidente em mim e minha no presidente”, diz Guedes
Declarações foram dadas pelo ministro após reunião com presidente em meio a debates no governo sobre formas de flexibilizar o teto de gastos, regra que limita o crescimento das despesas da União
O Globo
18/08/2020 | 08:31

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta segunda-feira que há confiança mútua entre ele o presidente Jair Bolsonaro.

Ele afirmou ter recebido apoio de Bolsonaro nos momentos decisivos. Guedes também confirmou que o governo irá criar as condições para que sejam feitos investimentos públicos sem “furar” a regra do teto de gastos neste ano.

“Existe muita confiança do presidente em mim, e existe muita confiança minha no presidente. Nós no conhecemos há dois anos e meio, um ano antes da eleição. Eu não tive ainda nenhum ato que me indicasse que eu não devesse confiar no presidente. Da mesma forma, eu não faltei em nenhum momento na confiança que ele depositou em mim”, disse o ministro em entrevista depois de se encontrar com o presidente.

Em seguida, perguntado se está à vontade no cargo, respondeu: “À vontade nesse cargo? Acho difícil você encontrar alguém que vai estar sempre à vontade. É um cargo difícil.”

Em relação às pressões internas no governo por mais despesas públicas, o ministro disse também que qualquer governo quer fazer obra, mas existe uma Lei de Responsabilidade Fiscal que tem de ser respeitada, argumentou.

As declarações foram dadas em meio a debates no governo sobre formas de flexibilizar o teto de gastos, regra que limita o crescimento das despesas da União.

Ministros como Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional) e Tarcísio Gomes de Freitas (Infraestrutura) pressionam por mais gastos com obras neste ano.

“Um presidente da República com 60 milhões de votos quer fazer uma ponte no Rio Xingu. Está certo. Tem que caber isso nos orçamentos públicos, ele foi eleito. Ele quer levar água para o Nordeste, está certo. Agora, esses recursos têm que vir de algum lugar. Essa escolha, essa decisão de onde sai o recurso é o contexto da política fazer essas decisões”, disse o ministro.

Guedes continuou: “É absolutamente natural que um governo queria fazer obras públicas, levar obras para o Nordeste brasileiro. É absolutamente natural.”

Na semana passada, Guedes disse que assessores que aconselham Bolsonaro a “furar” o teto, como ele classificou, podem levar o presidente a uma “zona de impeachment”, num referência indireta às “pedaladas fiscais” que foram o motivo oficial do afastamento da ex-presidente Dilma Rousseff.

A fala levou Bolsonaro a convocar uma reunião, no fim da semana, com os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e ministros, e fazer uma defesa pública do teto e das reformas.

“O resumo da semana passada foi o seguinte: o presidente da República, o presidente da Câmara e o presidente do Senado disseram: ‘vivemos todos sob o mesmo teto'”, afirmou Guedes nesta segunda.

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