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Covid-19
Estudo revela que houve epidemia de coronavírus há 20 mil anos
No passado, algumas dezenas de genes humanos evoluíram rapidamente na Ásia Oriental para impedir infecções por coronavírus, dizem os cientistas. Esses genes podem ser cruciais para a pandemia de hoje. Experimentos a respeito de cada coronavírus analisado indicam que eles saltaram de morcegos ou de outros mamíferos para a nossa espécie
Redação
01/07/2021 | 09:59

Pesquisadores encontraram indícios de que uma epidemia de coronavírus varreu a Ásia Oriental há cerca de 20.000 anos e foi devastadora o suficiente para deixar uma marca evolutiva no DNA das pessoas vivas atualmente.

O novo estudo sugere que um antigo coronavírus afetou a região por muitos anos, dizem os pesquisadores. A descoberta pode ter implicações muito sérias para a pandemia de covid-19 se ela não for controlada logo por meio da vacinação.

“Isso deve fazer com que nos preocupemos”, disse David Enard, biólogo evolucionista da Universidade do Arizona que liderou o estudo, que foi publicado na quinta-feira na revista científica Current Biology. “O que está acontecendo agora talvez aconteça por gerações e gerações.”

Até agora, os pesquisadores não podiam olhar muito para trás na história dessa família de patógenos. Nos últimos 20 anos, três coronavírus se adaptaram para infectar humanos e causar doenças respiratórias graves: covid-19, SARS e Mers. Os estudos a respeito de cada um desses coronavírus indicam que eles saltaram de morcegos ou de outros mamíferos para a nossa espécie.

Outros quatro coronavírus também podem infectar as pessoas, mas eles normalmente causam apenas resfriados leves. Os cientistas não observaram diretamente esses coronavírus se tornando patógenos humanos, então eles têm se baseado em pistas indiretas para estimar quando os saltos de uma espécie para a outra aconteceram. Os coronavírus ganham novas mutações em um ritmo mais ou menos regular e, portanto, a comparação da variação genética deles torna possível determinar quando eles se separaram de um ancestral comum.

O mais recente desses coronavírus leves, denominado HCoV-HKU1, cruzou a barreira das espécies na década de 50. O mais antigo deles, denominado HCoV-NL63, pode ter tido origem há 820 anos.

Mas antes daquele ponto, o rastro do coronavírus não podia mais ser seguido – até que Enard e seus colegas aplicaram um novo método à pesquisa. Em vez de olhar para os genes dos coronavírus, os pesquisadores analisaram os efeitos no DNA de seus hospedeiros humanos.

Ao longo de gerações, os vírus provocam enormes quantidades de mudanças no genoma humano. Uma mutação que protege contra uma infecção viral pode muito bem significar a diferença entre a vida e a morte, e será transmitida aos descendentes. Uma mutação que salva vidas, por exemplo, talvez permita que as pessoas dividam separadamente as proteínas de um vírus.

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