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Empatia
Estudante de medicina toca sanfona para pacientes e profissionais em UPA; VEJA VÍDEO
O vídeo que circula nas redes sociais é apenas um trecho de uma apresentação de cerca de 40 minutos na UPA do bairro Dendê. As imagens, feitas na manhã de quinta, 25, foram compartilhadas pelo sanfoneiro Waldonys
O Povo
26/02/2021 | 17:00

A cura do corpo acontece de forma, se não mais rápida, de modo mais tranquilo quando a mente está também mais leve. Estudante do último ano de medicina, Mateus Costa, 25, aproveitou o estágio na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Dendê, em Fortaleza, para tentar levar, em 40 minutos, um pouco de alívio ao clima pesado da unidade de covid. Com a sanfona nas mãos, ele apresentou, entre outras músicas, o forró Sala de reboco, de Dominguinhos, e Um pouco mais de fé, da banda Fala Mansa. O vídeo viralizou no Instagram após ser compartilhado por Waldonys.

“A sanfona é um instrumento que a gente toca encostado no peito, cheio de sentimento… Valeu Mateus!”, vibrou, em seu perfil na rede social, o sanfoneiro Waldonys. Estudante da Universidade de Fortaleza, Mateus estagia no Núcleo de Atenção Médica Integrada (Nami), da Unifor, e na UPA. Ele pretende fazer residência em otorrinolaringologia, exatamente a área que trata de doenças respiratórias. “Era uma ideia que eu vinha trabalhando já há algum tempo (tocar e cantar na unidade). Quando entrei na enfermaria lotada e percebi o clima de exaustão, pensei que poderia fazer algo para aliviar um pouco desse clima tão pesado”, compartilha Mateus.

A inspiração do jovem foi de uma reportagem que ele viu quando criança em que o sanfoneiro Dorgival Dantas foi visitar pacientes em um hospital, levou sua sanfona e tocou forró. A alegria da música diminuía o sofrimento dos doentes e, ao mesmo tempo, trazia uma sensação de alívio para os profissionais médicos e enfermeiros. Então ele pensou: por que não fazer da mesma forma?

O jovem toca sanfona desde os dez anos e pretende levar a melodia das notas musicais para outras unidades hospitalares. “Quero que outras pessoas façam o mesmo e ajudem a dar um pouco de alegria”, torce.

“Cada nota que saía da minha sanfona entrava pelo ouvido dos pacientes com um sorriso. Eu via os pacientes que estavam imobilizados balançando os braços e se movimentando ao som da música”, rememora. Ele conta ter encontrado na música um poder para aliviar a dor que nenhum medicamento pode levar.

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