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Este é o Golf GTI Oettinger, o veneno autorizado pela Volkswagen
Assim que o conta-giros passa das 2 000 rpm, o Golf ganha velocidade com uma rapidez anormal
Redação
25/12/2016 | 21:15

Vorfreude é uma palavra alemã que define uma alegria antecipada por algo que está por vir. Não sou fluente na língua de Nietzsche, mas foi exatamente este meu sentimento quando vi o Golf GTI Oettinger (pronuncia-se “âtinger”).

Ele é uma das criações mais famosas da Oettinger Sportsystems GmbH. Fundada em 1951, ela se notabilizou por projetos como o Fusca Okrasa, que era equipado com novos cabeçotes e carburadores do Porsche 356 para extrair mais potência do pequeno motor 1200.

Hoje, a empresa é uma das preparadoras mais reconhecidas do mundo, mesmo trabalhando só com veículos do Grupo Volkswagen.

Desde 2014 no país, a Oettinger é representada pela Strasse, importadora que também vende os monstros da Brabus, preparadora especializada em Mercedes-Benz.

Quem comanda as operações é Julico Simões, que montou uma equipe de profissionais brasileiros treinados na Alemanha para realizar as modificações estéticas e mecânicas em uma oficina em São Paulo, diminuindo o tempo de espera e reduzindo custos.

“Fazemos o trabalho completo em menos de uma semana e sem violar a garantia de fábrica, oferecendo ainda uma garantia da Oettinger de dois anos ou 50 000 km”, afirma o empresário, que revela ter cogitado importar versões vendidas na Europa como o GTI duas portas e até o badalado Golf R.

A ideia, no entanto, logo foi descartada por conta dos preços exorbitantes, que chegariam a R$ 500 000 no caso da versão R. Sendo assim, a escolha recaiu sobre o Golf GTI fabricado no México e vendido em qualquer concessionária VW.

Assim como o cardápio de um restaurante, no Oettinger o cliente pode escolher entre vários acessórios.

O veículo das fotos tem pacote aerodinâmico formado por spoilers dianteiro e traseiro, aerofólio traseiro e saias laterais (R$ 13 500), sistema de escape com quatro saídas traseiras (R$ 13 500) e rodas exclusivas de liga de 19 polegadas com pneus inclusos (R$ 26 900), sendo que esses itens podem ser instalados à parte se você já tiver um GTI na garagem – apenas as alterações mecânicas não são realizadas em veículos seminovos.

Debaixo do capô, o motor 2.0 TSI chega aos 300 cv e torque máximo de 46,9 mkgf, um ganho de 80 cv e 11,2 mkgf em relação ao acerto de fábrica.

“Algumas pessoas perguntam porque não extraímos 500 cv ou 600 cv, como fazem muitas oficinas por aí. O problema é que, nesses casos, ninguém garante se as mudanças realizadas não vão afetar a durabilidade do motor, algo que a Oettinger assegura a seus clientes”, defende Julico.

Raridade nas ruas

Se a cavalaria parece pouca coisa, uma leve acelerada logo indica o contrário. Assim que o conta-giros passa das 2 000 rpm, o Golf ganha velocidade com uma rapidez anormal.

Se o modelo original já requer atenção para respeitar os limites de velocidade, no GTI Oettinger o risco de colecionar multas é ainda maior.

Minhas costas instantaneamente grudam no banco, enquanto os carros ao redor parecem estar parados. Infelizmente não pudemos levá-lo à pista de testes, mas os números divulgados pela Oettinger entregam o potencial da máquina: são necessários 5,9 segundos para acelerar de 0 a 100 km/h e a velocidade máxima é de 262 km/h, ante os 6,5 segundos e 244 km/h divulgados pela própria Volks para o GTI de linha.

Além do remapeamento da central eletrônica e da remoção do limitador de velocidade, nenhuma outra mudança no motor é realizada pela Strasse.

Mas isso está longe de ser um problema. Afinal, o GTI (e, na verdade, todo Golf) nunca precisou da mão de preparadoras para ser referência em estabilidade e comportamento dinâmico, graças à direção direta e suspensão firme que o caracterizam há décadas.

Ele faz curvas com vontade (sendo ajudado pelos pneus mais largos) e permite ser levado próximo do limite antes de a eletrônica começar a trabalhar.

O eficiente câmbio DSG de seis velocidades também não precisaria ser trocado, já que ele não apenas suporta o reforço na cavalaria como continua com a agilidade de sempre nas trocas de marcha, inclusive quando feitas automaticamente.

Grife no painel

Por dentro, tudo é quase igual ao modelo de fábrica, salvo uma plaqueta colada à frente do passageiro com o nome da preparadora alemã. Os confortáveis bancos seguram bem o corpo nas curvas, o volante tem empunhadura digna de aplausos e a posição de dirigir é perfeita para quem aprecia esportivos.

Veredicto

O GTI Oettinger cobra seu preço na exclusividade, mas consegue a façanha de ser ainda melhor (e mais rápido) do que o Golf GTI original.

 

 

Fonte: Quatro Rodas

 

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