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Política

“Estado atrapalhava desenvolvimento com atraso de salários”, afirma Fátima

Candidatos ao governo do Estado abordam também suas propostas para incrementar geração de emprego e renda
Adenilson Costa
03/08/2022 | 08:18

“Esperamos aumentar a velocidade de geração de emprego formal, recuperar a valorização do salário-mínimo, sermos indutores da geração de postos de trabalho mais qualificados e fortalecer as iniciativas para aumento da renda, com redução da pobreza e superação da fome”, afirmou a governadora Fátima Bezerra (PT), ao comemorar o saldo positivo na geração de empregos com carteira assinada no Rio Grande do Norte. Conforme dados do Caged, de janeiro de 2019 a junho de 2022, foram criados no Estado 38.440 postos de empregos formais e, somente em junho passado, foram 3.606 contratações com vínculos formais no Estado.

Em entrevista exclusiva ao AGORA RN, nesta terça-feira 2, a governadora ressaltou que sabe que o empenho no apoio
ao setor produtivo, às micro e pequenas empresas; à agricultura familiar e à economia solidária tem tido efeitos positivos. “Recuperamos a credibilidade e podemos oferecer segurança jurídica aos investidores. Felizmente, o Rio Grande do Norte também pode celebrar o declínio nos índices de desemprego. Nos próximos dias, certamente, o IBGE divulgará os dados mais recentes por Estado”, disse.

“Estado atrapalhava desenvolvimento com atraso de salários”, afirma Fátima - Agora RN
Fátima: “O Rio Grande do Norte pode celebrar o declínio nos índices de desemprego” - Foto: Reprodução

Ela citou medidas adotadas para fomentar a geração de emprego e renda em sua gestão. “O Estado atua como motor do crescimento ao modernizar o regime de incentivos fiscais, acabar com o atraso dos servidores e melhorar a relação com os fornecedores. Temos feito uma gestão transparente e de diálogo permanente com o setor produtivo. O Estado atrapalhava o desenvolvimento econômico e funcionava como uma âncora, puxando a economia para baixo, com atraso de salários, atraso de fornecedores e regime de incentivo fiscal ultrapassado”, ressaltou.

Fátima Bezerra afirmou ainda esperar que, “trabalhando junto ao futuro governo Lula, possamos não só aumentar a velocidade de geração de emprego formal, mas recuperar a valorização do salário-mínimo, sermos indutores da geração de postos de trabalho mais qualificados e fortalecer as iniciativas para aumento da renda, com redução da pobreza e superação da fome”, finalizou.

‘Tornar o RN no melhor Estado do Brasil para se abrir uma empresa’, garante Fábio Dantas

Candidato ao governo do Estado, Fábio Dantas (SDD) propôs transformar o RN em um dos melhores estados para empreender no Brasil. Para isso, pretende desburocratizar a máquina pública; criar uma política tributária inteligente com responsabilidade fiscal, para reduzir as alíquotas dos impostos estaduais; projeto de concessões públicas do Brasil; programa de manutenção, construção e adequação de estradas do RN, interiorizando o turismo e melhorando o escoamento da produção; investimento em capacitação técnica e profissional e em tecnologia e na força policial da segurança pública estadual.

“Nos primeiros meses de gestão, implementaremos várias medidas administrativas e enviaremos um grande pacote de liberdade econômica para a Assembleia. Além de segurança jurídica, redução responsável e gradativa da carga tributária, manutenção, adequação e ampliação das estradas, conceção de equipamentos públicos à iniciativa privada, ampliação dos cursos técnicos e profissionalizantes, investimento em tecnologia e na força policial para aumentar a segurança no RN”, finalizou.

‘Transformar o RN em polo de investimentos e de alta tecnologia’, sugere Styvenson

Sem dizer se concorrerá ou não ao governo, o senador Styvenson Valentim (Podemos), declarou que, caso entre na disputa e vença as eleições, entende que é preciso aumentar os investimentos em infraestrutura produtiva do Estado para atrair empresas privadas.

“O que será feito por meio da realocação de recursos orçamentários, atração de investimentos privados operacionalizados por parcerias público-privado e concessões. Em alguns casos, lançaremos mão de financiamentos. Buscaremos programas de microcrédito para pequenos empreendedores e treinamento para esses cidadãos destinarem da melhor forma os recursos captados. Transformaremos o estado em polo de investimentos na área de turismo, energia renovável, fruticultura e em áreas de alta tecnologia por meio de estímulo tributário, treinamento e parcerias com universidades”, explicou.

O senador afirmou que o Estado poderia ter avançado muito mais na geração de emprego e renda. “A administração pública está sucateada. Hoje, mal consegue pagar a folha dos servidores públicos. Além disso, tem uma estrutura administrativa pesada, com órgãos com competência concorrente. Nesse cenário, não é possível implantar uma política de geração de emprego e renda minimamente competente e isso se reflete nos resultados das demais funções públicas”, concluiu.

‘Impulsionar e incentivar os pequenos negócios’, diz Rosália

A candidata ao governo Rosália Fernandes (PSTU) disse que o objetivo é, a partir de um planejamento das obras públicas e dos concursos, estabelecer metas de geração de empregos a serem cumpridas pelo governo anualmente, buscando zerar o problema até o final do mandato. “Entretanto, nos primeiros seis meses do governo, já pretendemos ter os efeitos iniciais desse planejamento impactando a geração de empregos”.

Para ela, há uma chantagem das grandes empresas sobre a geração de empregos e a isenção fiscal no Estado. “Exigem não pagar impostos para se instalarem no RN com a desculpa de que estão gerando empregos. Enquanto isso, as pequenas e microempresas sofrem para pagar os impostos. É preciso inverter essa lógica e impulsionar o desenvolvimento e o incentivo aos pequenos negócios no Estado, com política de isenção fiscal e aumentar a arrecadação de impostos sobre as grandes empresas”, concluiu.

‘Melhor infraestrutura e inovar na gestão pública’, fala Danniel

Já o candidato Danniel Morais (Psol) sugeriu trabalhar em quatro eixos para atrair investimentos e gerar emprego e renda para o RN. E que, como política de combate à fome, criará um programa estadual de transferência de renda para aqueles que estão no Cadastro Único do Governo Federal. “Teremos atenção especial com os agricultores familiares, incentivando a produção e a oferta de alimentos, incentivando o consumo e fazendo a economia girar”.

Danniel defendeu o trabalho em quatro eixos: formação e capacitação de mão-de-obra, melhoria da infraestrutura, inovação e eficiência na gestão pública. O mundo está mudando e se digitalizando cada vez mais. Não podemos ficar de fora desse processo. Também ampliar o investimento do governo em infraestrutura, com auditoria no contrato com a Arena das Dunas, reduzir o déficit habitacional no RN e melhorar as rodovias do Estado, que estão em terrível estado e causam prejuízos à nossa economia”, disse.

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