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Compras
Especialista dá dicas para consumidores na Black Friday
Clientes devem ficar atentos para não comprar fora do orçamento e lojistas devem se distanciar de promoções enganosas; celulares e eletrônicos são as categorias com as maiores intenções de compras
Redação
18/11/2020 | 06:51

Muitos são os consumidores que aguardam o dia 27 de novembro para adiantar as compras de Natal ou adquirir um produto de valor mais alto na promoção da Black Friday. O dia especial de super descontos que surgiu nos Estados Unidos caiu no gosto de empresários e clientes em todo o Brasil. Mas os especialistas recomendam: é necessário planejamento da parte dos consumidores e ofertas reais nas lojas, para que todos saiam ganhando nesse período promocional.

Para Sarlyane Braga, professora de Economia da Estácio, os consumidores devem se organizar para comprar o que realmente precisam nessa época e não estourar o orçamento. “Promoção é algo que seduz os olhos, então, se esse cuidado não for tomado, as pessoas acabam perdendo o controle financeiro. E em janeiro tem compras escolares, o início de ano que pode ser cheio de dívidas para alguns, então, as compras na Black Friday não podem interferir a ponto de prejudicar os compromissos que os consumidores virão a ter no ano seguinte”, afirmou.

As principais dicas da professora de Economia são a pesquisa em diferentes lojas (online e física) antes de fechar a compra e a atenção com o limite do cartão de crédito. “É muito frustrante comprar de primeira e depois encontrar o mesmo produto com um desconto ainda maior. Por isso, o recomendado é que os consumidores façam pesquisa de preço, verifiquem os descontos e, se forem comprar no cartão de crédito, que tomem cuidado para comparar o limite que o cartão oferece com a renda atual da pessoa. Se o cartão de crédito não for bem utilizado, pode ser uma armadilha por causa dos parcelamentos”, explicou a especialista.

Para os lojistas, Sarlyane lembra que é necessário reconhecer quais produtos podem ser oferecidos na Black Friday com descontos reais, e adverte para que não anunciem promoções enganosas. “Se no dia anterior um produto saía por R$ 2 mil, e no dia seguinte, o lojista cria uma promoção dizendo que o mesmo produto custava R$ 5 mil antes, é uma falsa promoção. Isso pode prejudicar a imagem da empresa e o consumidor atento pode recorrer ao Procon reclamando a fraude. A empresa precisa se programar verificando os seus estoques e optar por promoções justas, para evitar problemas futuros”, pontuou.

Celulares e eletrônicos são os produtos mais pesquisados em 2020

Levantamento do Google revelou que celulares e eletrônicos são as categorias com maior antecipação de pesquisa e intenção de compras para a semana da Black Friday 2020. pesquisa também mostra os itens mais comprados antecipadamente, considerando que muitas lojas fazem promoções durante todo o mês. Nesse quesito, smartphones e gadgets aparecem na segunda e na terceira posição, respectivamente, encabeçados pela categoria moda.

“Tradicionalmente, celulares e eletrônicos são categorias de alta intenção de compras para a Black Friday”, diz o líder de insights para varejo do Google Brasil, Rodrigo Chamorro.

A pesquisa foi realizada com 850 brasileiros conectados de 6 a 8 de novembro e revela uma alta expectativa para a Black Friday, segundo Chamorro. “Um estudo encomendado pelo Google e realizado pela Provokers mostra que 6 entre cada 10 consumidores declararam que irão aguardar a Black Friday para comprar um produto que pretendem adquirir nos próximos 6 meses”, diz o especialista, que também frisa o planejamento do brasileiro: 62% pesquisam o que vão comprar com um mês ou mais de antecedência.

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