BUSCAR
BUSCAR
Apelo
Entidades listam prejuízos e pedem reabertura gradual do comércio no RN
Por causa do novo coronavírus, estabelecimentos comerciais considerados não essenciais não podem funcionar desde o mês passado. Segundo entidades, empresas registram até 92% de queda no faturamento. Decreto está em vigor até esta quinta
Redação
22/04/2020 | 05:00

Duas das entidades que representam o setor de comércio e serviços defenderam nesta terça-feira (21) o relaxamento da quarentena no Rio Grande do Norte. Em nota conjunta, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio) e a Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDL) fizeram um apelo para que a governadora Fátima Bezerra não prorrogue as medidas que tratam do isolamento social. As normas vencem nesta quinta-feira (23).

Por causa da pandemia do novo coronavírus, estabelecimentos comerciais considerados não essenciais não podem funcionar desde o mês passado no Estado. Por força de decreto, foram fechados bares, restaurantes, shoppings, lojas de departamento e outros estabelecimentos similares. Além disso, estão proibidas aglomerações de pessoas.

A Fecomércio e a FCDL apontam que o isolamento social como está decretado no Rio Grande do Norte tem provocado importante queda no faturamento das empresas e que, se a situação perdurar, vai prejudicar muito a atividade econômica. Um dos setores mais afetados é o de comércio e serviços, que, segundo as entidades, é responsável por recolher cerca de 65% da receita de ICMS do governo estadual.

“Para se ter uma ideia do problema, temos registro de quedas de até 92% no faturamento de segmentos que estão fechados (caso do segmento de turismo e transportes) e de até 49% mesmo entre os que estão abertos (situação dos postos de gasolina)”, afirma a nota conjunta.

Ainda de acordo com as entidades, são aproximadamente 46 mil estabelecimentos prejudicados com as medidas. “Juntos, estes estabelecimentos empregam mais de 54 mil potiguares, direta e formalmente, e pagam cerca de R$ 67 milhões em salários. Números portentosos que têm um peso considerável no equilíbrio econômico de nosso estado, em vários aspectos”, destacam.

A Fecomércio e a FCDL pedem uma abertura gradual das atividades socioeconômicas, já a partir desta semana, com o fim da validade do decreto estadual. Para justificar o pedido, as entidades alegam que o Rio Grande do Norte tem uma taxa de infecção do coronavírus e uma taxa de mortalidade abaixo da média nacional e que há um “cenário de tranquilidade” no que diz respeito à ocupação de leitos de UTI na rede pública de saúde, com vacância de quase 80% dos leitos.

A proposta das entidades é que a atividade comercial seja autorizada, desde que os estabelecimentos não utilizem sistema de ar condicionado.

Sede: Av. Hermes da Fonseca, 384 – Petropolis – Natal – RN – Cep. 59020-000
Telefone: (84) 3027-1690 / 3027-4415
Redação: (84) 98117-5384 - redacao@agorarn.com.br
Comercial: (84) 98117-1718 - publica@agorarn.com.br
Copyright Grupo Agora RN. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização prévia.