BUSCAR
BUSCAR
Levantamento
Endividamento atinge 96% das famílias em Natal, aponta pesquisa
Índice obtido em junho é pior resultado em todo o Brasil e representa crescimento de 22 pontos porcentuais em relação ao mesmo mês de 2019
Redação
08/12/2020 | 06:42

O endividamento entre as famílias de Natal atingiu 96% até junho deste ano, segundo a Radiografia do Endividamento realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

O índice é pior resultado em todo o Brasil, de acordo com o levantamento, e representa crescimento de 22 pontos porcentuais em relação ao mesmo mês de 2019, quando 74% das famílias estavam endividadas.

A capital potiguar também registrou o maior aumento de lares com contas em atraso na comparação dos dois períodos: de 29% para 48% agora. Para a FecomercioSP, estes dados se explicam pela variável renda: a tendência é que pessoas com rendimentos mais baixos recorram a algum tipo de crédito para chegar ao fim do mês – ainda mais em época de crise econômica aguda, como a atual.

Em meio à pandemia da Covid-19, o número de famílias endividadas nas capitais brasileiras subiu no primeiro semestre do ano a uma velocidade seis vezes maior do que o crescimento do próprio volume de novas famílias: de 10,6 milhões para 11,2 milhões de núcleos familiares com alguma dívida.

Enquanto o número de famílias subiu 0,8% (pouco mais de 126 mil novas famílias) em junho de 2020, em comparação a junho de 2019, o endividamento familiar teve alta de 6% (quase 638 mil a mais de lares) no mesmo intervalo de tempo. Dessa forma, não é exagero afirmar que uma família pode obter dívidas antes mesmo de se formar.

Segundo os dados, 67,4% das famílias brasileiras vivendo em capitais estavam endividadas no fim do primeiro semestre – número que era de 64,1% em 2019.

Os resultados da capital potiguar também se refletem em todo o Estado. O levantamento mostra que o Rio Grande do Norte tem 95,6% das famílias com dívidas. A média nacional foi de 67,4% no fim do primeiro semestre de 2020.

Considerando a proporção de famílias com o pagamento de alguma dívida atrasada, o Rio Grande do Norte aparece na primeira posição, com 48% dos lares, seguido por Ceará (45,5%) e Amapá (38,9%).

Levando em conta a parcela da renda mensal das famílias comprometida para pagar dívidas, Norte e Nordeste dominam o topo da lista: os lares amazonenses foram os mais impactados, com 45%% dos rendimentos do mês direcionados a esse tipo de conta. Acre (39,2%), Piauí (39%), Bahia (38,1%) e Amapá (33,7%) vêm em seguida.

Para a Federação, os dados do endividamento no Norte e do Nordeste se explicam principalmente pela menor oferta de crédito formal nessas regiões, em comparação com outras – decorrente da aversão do sistema financeiro do País a se expor a riscos, além de certa seletividade das instituições bancárias na hora de emprestar dinheiro.

No fim do primeiro semestre de 2020, o saldo do volume de crédito formal destinado às duas regiões foi de 20,8% em relação ao total do País, enquanto a população residente nas duas regiões representou 35,9% do Brasil, evidenciando a desproporção da destinação de empréstimos pelo sistema financeiro. Sendo assim, há uma abertura maior para o crescimento do crédito informal e, por consequência, para taxas maiores de endividamento.

Sede: Av. Hermes da Fonseca, 384 – Petropolis – Natal – RN – Cep. 59020-000
Telefone: (84) 3027-1690 / 3027-4415
Redação: (84) 98117-5384 - [email protected]
Comercial: (84) 98117-1718 - [email protected]
Copyright Grupo Agora RN. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização prévia.