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Luto
Empresário que recebeu ameaças após anunciar casamento gay na web morre no dia da cerimônia
Saulo Rodrigues Lopes teve uma parada cardiorrespiratória após ser internado para tratar da Covid-19. Casal gravou vídeo contando como se conheceram e prestou queixa sobre ameaças que receberam
G1
19/07/2021 | 20:49

O empresário que recebeu ameaças após anunciar o casamento gay na web morreu no dia em que a cerimônia estava marcada, em Anápolis, a 55km de Goiânia. Saulo Rodrigues Lopes, de 37 anos, teve uma parada cardiorrespiratória após ser internado para tratar da Covid-19, segundo o noivo.

Os dois gravaram um vídeo contando como se conheceram e sobre a felicidade que sentiam antes do casamento (veja acima).

Rafael Ferreira Luiz, 27 anos, contou que o companheiro teve a doença no início deste mês e ficou com 60% dos pulmões comprometidos. Ele piorou na última semana e foi internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

“No sábado ele falou que não conseguiria cumprir a promessa que ele me fez, que era casar, e que ele não estava aguentando mais. No domingo, que era para ser nosso casamento, ele foi intubado. Ele faleceu no horário que estaria entrando na cerimônia, às 16h, estava no convite”, explicou Rafael.

Ameaças na internet

Saulo e o noivo registraram um boletim de ocorrências no dia 7 de maio deste ano, denunciando que receberam mensagens de um perfil fake, com o nome do casal, dizendo que eles iriam morrer.

“Vocês vão morrer. Vocês são uma vergonha para a cidade. Seus gays nojentos… Isso é falta de porrada na cara”, escreveu o perfil fake.

Em junho, a loja de produtos importados que pertencia aos dois foi furtada e eles tiveram um prejuízo de cerca de R$ 30 mil. Eles disseram acreditar que o furto foi praticado pelas mesmas pessoas que já os ameaçavam.

“Causa muito medo. A gente não sabe o que pode chegar a levar isso. Não estamos saindo de casa. Chegamos a pensar em até desistir do casamento, mas vamos lutar e vencer isso”, disse Saulo ao G1, à época.
De acordo com a Polícia Civil, o inquérito está em andamento e depende de medidas judiciais representadas.

Outros casos de discriminação aconteceram em Anapólis e outras cidades goianas.

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