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Discurso
Em tom de campanha, Bolsonaro relaciona uso de armas de fogo com ‘segurança da democracia’
Presidente afirmou que "não interessa os meios" para preservar a "democracia e a nossa liberdade"
Agência O Globo
17/05/2022 | 17:14

Em discurso voltado ao seu eleitorado, o presidente Jair Bolsonaro voltou a defender o armamento da população, bandeira que ele defende desde os tempos em que era deputado federal. Desta vez, durante um evento em Sergipe, o titular do Palácio do Planalto disse que o cidadão que possui uma arma contribui para a “segurança pessoal para as famílias” e também a “soberania nacional”.

— Nós defendemos o armamento para o cidadão de bem, porque entendemos que a arma de fogo, além de uma segurança pessoal para as famílias, ela também é a segurança para a nossa soberania nacional e a garantia de que a nossa democracia será preservada – afirmou durante discurso em Sergipe.

O presidente, que costuma bater na tecla de que “um povo armado jamais será escravizado”, também afirmou hoje que “não interessa” os meios, mas que a “democracia e a nossa liberdade são inegociáveis”.

— Não interessa os meios que porventura um dia tenhamos que usar. A nossa democracia e a nossa liberdade são inegociáveis.

Como O GLOBO revelou em fevereiro, o registro de novas armas de fogo nas mãos de civis bateu um recorde em 2021, atingindo a marca de 204,3 mil artefatos licenciados pela Polícia Federal. É uma alta de 300% em relação às 51 mil peças registradas em 2018, antes de o presidente Jair Bolsonaro assumir com a promessa de facilitar o acesso a armas para cidadãos comuns.

Em 2019, o número já havia saltado para 94.064 novas armas registradas; em 2020, atingiu 177.782, até chegar às 204,3 mil do ano passado. O volume licenciado apenas em 2021 corresponde a 13,5% das 1,5 milhão de armas de fogo no país com registro ativo na Polícia Federal.

A PF faz o registro apenas de armas usadas por civis, como servidores públicos com porte funcional, empresas de segurança privada e cidadãos comuns, entre outras categorias. O Exército faz o controle de armas de militares e de caçadores, atiradores e colecionadores (CACs).

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