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Bastidores
Em resposta ao STF, Omar Aziz defende a convocação de governadores à CPI da Covid para apurar repasses do governo federal
Os governadores tentam impedir suas convocações sob que o argumento de que a medida viola o artigo 50 da Constituição
O Globo
03/06/2021 | 12:55

Em resposta enviada nesta quarta-feira ao Supremo Tribunal Federal (STF), o senador Omar Aziz (PSD-AM), presidente da CPI da Covid, defende a convocação de governadores para deporem na comissão. A Advocacia do Senado solicita que o pedido dos chefes dos Executivos estaduais para barrar a convocação de depoimento seja negado e eles prestem depoimento como testemunhas sobre os repasses de recursos federais para o combate à pandemia nos estados.

“À evidencia, o escopo da investigação da CPI da Covid-19, para o que interessa à controvérsia posta, circunscreve-se apenas à fiscalização dos recursos da União repassados aos demais entes federados para as ações de prevenção e combate à Pandemia da Covid-19.”

Os governadores tentam impedir suas convocações sob que o argumento de que a medida viola o artigo 50 da Constituição, que não prevê a convocação do presidente da República para prestar depoimento na CPI. O entendimento de procuradores-gerais dos Estados, que elaboraram e que também assinam a peça, é que essa prerrogativa se entende aos governadores.

O pedido foi feito à Corte por 19 governadores, não apenas pelos nove que foram convocados. Eles dizem que a CPI não tem poderes para convocá-los e que a medida é uma afronta ao pacto federativo.

Em defesa à convocação, os advogados que representam Aziz argumentam que o ato de colaborar com a investigação da CPI não afronta a autonomia dos Estados. Eles dizem ainda que os governadores foram convocados na condição de testemunhas, e não na de investigados.

“A União não está a interferir na gestão administrativa local, visto que, de nenhum modo, a CPI pretende dirigir, fiscalizar ou manter o controle sobre os recursos, as prioridades políticas ou o modo de exercer as competências estaduais. A convocação dos governadores tem por objetivo ajudar a esclarecer como se operou na prática o modelo de aplicação dos recursos federais disponibilizados aos entes subnacionais, de modo a se verificar o quão exitoso ou não o formato se mostrou para auxiliar no combate à grave crise de saúde pública enfrentada por todas as esferas de governo”.

O presidente da CPI da Covid começou a sessão desta quarta-feira reafirmando que os governadores deverão ser ouvidos na comissão.

— Os governadores estão convocados e começam a depor no dia 29. O primeiro é o governador do meu estado, Wilson Lima — disse.

Aziz informou ainda que o depoimento do governador do Amazonas foi antecipado para a próxima quinta-feira (10). Inicialmente, a ida de Lima à CPI estava programada para o dia 29 de junho. A alteração se deu após a Polícia Federal deflagrar nesta quarta-feira uma operação para apurar gastos do Amazonas na pandemia.

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