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Palestra
Em Natal, Rogério Marinho apresenta propostas para fomentar desenvolvimento
Ministro do Desenvolvimento Regional esteve com empresários do Rio Grande do Norte para mostrar ações para otimização dos fundos de desenvolvimento regionais e investimentos do governo Jair Bolsonaro em barragens e adutoras. Ele também recebeu propostas
Mauro Terayama
31/10/2020 | 05:08

O ministro do Desenvolvimento Regional, o potiguar Rogério Marinho, apresentou nesta sexta 30, em Natal, um projeto para reformular o Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE). O objetivo é transformar os fundos regionais em fundos privados para que sejam financiados projetos de infraestrutura no País.

Em palestra no Hotel-Escola Senac Barreira Roxa para representantes do setor produtivo do Estado, Rogério Marinho apresentou, ainda, propostas para fomentar a atividade econômica e explicou aos presentes sobre os investimentos em segurança hídrica que vêm sendo realizados no estado pelo governo Jair Bolsonaro.

Para dar continuidade aos investimentos, a principal proposta do governo apresentada por Rogério é a que permite que fundos de desenvolvimento regionais, como o FDNE, se tornem fundos estruturadores de projetos.
“Nós temos hoje uma carteira potencial de quase R$ 1 trilhão na área de saneamento, de mobilidade urbana e de iluminação pública. Como são ações ligadas aos municípios e estados, há a necessidade de se performar a carteira para apresentá-las na iniciativa privada. O BNDES e a Caixa Econômica conseguiram performar em torno de R$ 60 bilhões. Para uma carteira de R$ 1 trilhão, a nossa expectativa é que demore mais de 60 anos para que tenhamos a condição de apresentar a integralidade da nossa carteira do projetos”.

Outro assunto tratado no evento foi a questão hídrica do Rio Grande do Norte, a respeito dos perímetros irrigados e dos processos estruturantes de recursos hídricos, como da transposição Rio São Francisco.

“Viemos mostrar em que pé esses projetos estão e, no caso do Rio Grande do Norte, o interesse maior é o término da conclusão do Eixo Norte. Nós esperamos que, até o segundo semestre do próximo ano, nós estaremos comemorando a chegada das águas a partir do município de Jardim de Piranhas. De lá, segue para Oiticica e, a partir daí, segue a perenização do Rio Piranhas-Açu até a barragem Armando Ribeiro Gonçalves. Nesse processo, também está a conclusão da barragem de Oiticica e da Passagem de Traíras em São José do Seridó”, complementa.

“É uma obra que eu considero essencial para o Rio Grande do Norte, que é o término da transposição do São Francisco, a partir do canal do Apodi. Nós atenderíamos com essa obra de 8 a 9 municípios na Paraíba, de 7 a 8 no Ceará e 32 municípios no Rio Grande do Norte. Nós teríamos a condição de perenizar o Rio Apodi e dar segurança hídrica a toda aquela região”, pontua.

O presidente da Federação de Agricultura, Pecuária e Pesca do Rio Grande do Norte, José Vieira, ressaltou que a transposição do Rio São Francisco é “uma oportunidade que não pode ser perdida” e que ela é necessária para garantir a segurança hídrica ao Rio Grande do Norte.

Rogério Marinho afirmou ainda que o Ministério do Desenvolvimento Regional se tornou muito maior a partir da integração com o Ministério das Cidades. “Esse ministério é muito maior, com áreas que vão desde recursos hídricos, habitação, mobilidade urbana, saneamento, defesa civil”, disse.

Projetos apresentados

No evento, também foram apresentados ao ministro projetos importantes e relevantes para o Rio Grande do Norte, relacionados aos recursos hídricos, como a proposta de um canal para ligar a barragem Armando Ribeiro Gonçalves ao Rio Maxaranguape e sobre águas que podem ser utilizadas na irrigação.

“Existe um projeto que é a interligação da barragem Armando Ribeiro Gonçalves com o Rio Maxaranguape. Esse canal dá oportunidade de gerar um plantio de 25 mil hectares na região. Isso é importante porque o Rio Grande do Norte está localizado em uma região estratégica para a exportação de frutas. Também pedimos à bancada que a Caern lance águas de qualidade, água tratada que poderíamos estar usando para irrigação. Nós não podemos nos dar o luxo de jogar essa água fora. Precisamos transportar para o interior do Estado, para viabilizar a agricultura, a pecuária e a carcinicultura”, informou José Vieira.

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