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Em mensagens, Witzel revelou sonho de ser presidente: ‘Grito de gol está próximo’
Witzel chega a enviar duas vezes imagens de montagens em que ele aparece com a faixa presidencial
Redação
28/08/2020 | 19:15

Um ano antes de ser afastado por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, alimentava, em conversas com aliado, o sonho de ser presidente da República.

Em mensagens trocadas com o ex-prefeito de Volta Redonda Gothardo Netto, preso hoje, Witzel enviava figurinhas e montagens com sua foto e a faixa de presidente da República.

A CNN teve acesso, com exclusividade, à troca de mensagens ocorrida entre junho e dezembro de 2019, anexada à denúncia do Ministério Público Federal, que embasou a operação desta sexta-feira 28. 

Em agosto de 2019, Witzel chegou a escrever a Gothardo: “o grito de gol está próximo!”, em referência a possibilidade de concorrer à Presidência da República.

O comentário foi feito após Gothardo lhe enviar uma mensagem que comparava Witzel ao governador de São Paulo, João Dória. A montagem mostrava Witzel armado, em oposição a uma foto de Dória em um camarote no Carnaval de São Paulo. “Já recebi umas 20 vezes”, celebrou Witzel. 

Em junho, Witzel chega a enviar duas vezes imagens de montagens em que ele aparece com a faixa presidencial. No dia 27 de junho, enviou uma mensagem na qual João Dória é retratado como o personagem Pinóquio. 

Nas conversas, fica claro que Gothardo tinha tanta proximidade com Witzel, que recomendava a ele como deveria orientar Edmar Santos na condução dos trabalhos da Secretaria de Saúde.

“Vc precisa dar o direcionamento principalmente para o Edmar, em relação às nossas maiores parcerias com prefeitos, pois lá vc consegue fazer a diferença”, escreveu Gothardo no dia 09 de outubro de 2019. 

“Vamos fazer”, escreveu Witzel naquele dia. Em diversas outras ocasiões, demonstrou ter em Gothardo um conselheiro político – tendo tratado de temas como eleição para prefeito do Rio neste ano, por exemplo.

“No momento eu não estou fazendo nada para dar apoio a ele, estou cuidando dos interesses da cidade que ele abandonou”, escreveu, em agosto de 2019, em referência ao prefeito do Rio Marcelo Crivella. 

Gothardo foi preso porque, segundo decisão do Superior Tribunal de Justiça, o fato de sua família contratar o escritório de advocacia da primeira-dama do Rio era um artifício para permitir o pagamento de propina.

A defesa de Gothardo afirmou que desconhece as razões e fundamentos legais que motivaram a prisão.

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