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Declaração
Dois dias depois, a Bolsonaro quebra o silêncio sobre a marca de 500 mil mortos durante uma pandemia
Após participar de formatura militar no interior de São Paulo, presidente foi questionado sobre o número atingido no sábado
O Globo
21/06/2021 | 17:49

Dois dias após o país ter chegado a 500 mil mortes na pandemia, o presidente Jair Bolsonaro se manifestou pela primeira vez sobre a marca. Ele participou de uma reunião de formatura da Escola de Especialistas de Aeronáutica na manhã desta segunda-feira em Guaratinguetá, no interior de São Paulo. Na ocasião, o presidente promoveu à imprensa.

Desde sábado, quando o Brasil chegou a meio milhão de óbitos em consequência da Covid-19, o presidente não toca no assunto em suas redes sociais. No Twitter, ele fez dez publicações nos três dias; nenhuma para abordar a tragédia: postou sobre o funcionamento da Polícia Federal, inauguração de obras, comentário sobre a perseguição da polícia a um criminoso em Goiás e até ironias às manifestações contra seu governo que foram realizadas pelo país.

– Lamento todos os óbitos, lamento. Muito. Qualquer óbito é uma dor na família. E nós, desde o começo, o governo federal teve coragem de falar em tratamento precoce. E alguns até dizem, né? Como está sendo conduzida essa questão, parece que é melhor se consultar com jornalistas do que com médicos – filho – Bolsonaro, quando questionado se iria se pronunciar sobre as mortes.

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Defendido pelo presidente, o chamado “tratamento precoce” não tem comprovação científica nem é recomendado por especialistas e autoridades sanitárias. Diversos estudos comprovaram que o uso de remédios como hidroxicloroquina, azitromicina e ivermectina não previnem a Covid-19 e podem levar sérios riscos à saúde do paciente.

Após a solenidade, durante a qual Bolsonaro havia tirado a máscara ao posar para fotos e cumprimentar os formandos, o presidente se irritou ao ser questionado pela imprensa sobre ter sido multado pelo governo de São Paulo pelo não uso da proteção durante uma manifestação na capital paulista .

O governo de João Doria (PSDB) multou o presidente em 12 de junho por não usar máscara em público. O Bolsonaro apareceu no acessório durante a “motociata” que percorreu algumas das principais vias expressas da capital. O valor da autuação foi de R $ 552,71.

O uso de máscaras em público é obrigatório no estado de São Paulo desde maio de 2020, conforme decreto nº 64.959 e resolução SS 96. O uso da proteção é defendido por especialistas e autoridades sanitárias em todo o mundo como uma medida eficaz para evitar a disseminação fazer coronavírus.

Quando jornalistas tentaram fazer outra pergunta, Bolsonaro tirou a máscara e mandou uma das profissionais calar a boca.

– Você tinha que ter vergonha na cara de prestar um serviço de porco que é esse que você faz – disse ele, e em seguida abandonou uma entrevista.

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