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Opinião
“Governo Bolsonaro se apresenta como um defensor da política de morte”, diz Divaneide Basílio
Vereadora reeleita em, ela avalia que o governo Bolsonaro está marcado pela incapacidade de coordenar políticas efetivas de combate à pandemia de Covid-19
Redação
16/12/2020 | 06:15

Mulher mais votada para o cargo de vereadora em Natal nas eleições 2020, Divaneide Basílio (PT) é uma das vozes mais ativas da capital potiguar quando o assunto é oposição ao governo federal. Para a parlamentar, os dois primeiros anos de Jair Bolsonaro como chefe do Executivo nacional foram marcados por retirada de direitos, falta de liderança e incapacidade para coordenar uma política efetiva de combate à pandemia de Covid-19.

“O governo Bolsonaro se apresenta como um defensor da necropolítica, da política de morte. Isso é muito impactante e toda ação do governo reproduz isso, além de autorizar uma política de retirada de direitos. A própria negação da pandemia e essa luta que estamos travando agora em defesa da vacina são sinais disso. A gente precisaria ter tido um que puxasse esse debate e não que colocasse pra debaixo dele. As posturas dele não condizem com o cargo que ele ocupa”, destaca Divaneide.

Na avaliação da vereadora, o presidente da República também demonstrou resistência para atuar em outras áreas da administração pública, como educação e assistência social, que foram diretamente afetadas pela pandemia. Em entrevista ao Agora RN, concedida nesta segunda-feira 14, ela destacou a falta de ações preventivas governamentais e lembrou o episódio do auxílio emergencial, que só foi liberado após longo imbróglio envolvendo governo, Câmara e Senado.

De acordo com Divaneide, o descompasso entre Bolsonaro e o Ministério da Saúde, que resultou na troca de dois ministros em menos de um mês, gerou uma insegurança na população e afetou todo o sistema de saúde que deveria estar focado em combater o novo vírus. Em abril, Luiz Henrique Mandetta deixou o cargo por divergências com o presidente e deu lugar a Nelson Teich, também demitido. À época, a cadeira de ministro foi ocupada interinamente pelo general Eduardo Pazuello, que fora efetivado meses depois.

“Com um papel do estado reduzido a esse ponto, no meio da pandemia aparece uma proposta que dava brecha para a atenção básica em saúde tivesse elementos de privatização. Tivemos que ficar em alerta para a defesa do SUS, quando ele mais precisou de apoio governamental. É uma questão delicada porque fomos todos surpreendidos por um vírus, mas mesmo nesse cenário o esperado era um governo proativo nas suas decisões e com um Ministério da Saúde coeso com as próprias proposições. No entanto, não tivemos isso, o que já demonstra uma fragilidade na condução da pandemia”, afirma a vereadora.

Da Câmara Municipal de Natal, onde está desde 2019 após ocupar vaga aberta pela renúncia de políticos que assumiram outros cargos eletivos, Divaneide espera seguir fazendo frente ao governo federal em 2021 e pôr em prática o plano de campanha que não conseguiu executar por completo nos últimos dois anos. Ela foi reeleita para o cargo com 5.966 votos, além de ter sido a segunda candidata mais lembrada nas urnas pelos natalenses.

“Acredito que em 2021 nós teremos que ser muito firmes na defesa da vacina e na defesa para encontrar saídas para essa crise sanitária. Nesses dois anos nós atuamos nas áreas de risco de Natal, nas comunidades periféricas porque entendemos que precisamos ter uma legislatura dirigida a quem é mais vulnerável e acolhemos vários segmentos. A gente espera continuar fazendo esse trabalho e começarei atuando pelo aluguel social e o fundo de emergência, que são dois projetos importantes para essas pessoas porque são lutas muito importantes”, completa Divaneide.

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