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Futebol
Dirigentes da CBF já articulam nome para suceder Caboclo; saiba qual
Movimentação tem início após Coronel Nunes assumir presidência. Exonerado, secretário-geral Walter Feldman é apontado como interlocutor, mas nega participação
O Globo
08/06/2021 | 13:14

Tão logo o Conselho de Ética da CBF decidiu afastar do cargo o presidente Rogério Caboclo, pelos próximos 30 dias, após uma funcionária da entidade acusá-lo de assédio sexual e moral, iniciaram-se quase que imediatamente como conversas de bastidores pela sucessão.

Apesar de o estatuto ter levado ao cargo máximo do futebol nacional o vice-presidente mais velho da entidade, Antônio Carlos Nunes, o Coronel Nunes, o movimento já existe para alçar à posição Castellar Guimarães Neto, um dos oito vice-presidentes da CBF e ex-presidente da Federação Mineira de Futebol.

As articulações entre os dirigentes são lideradas pelo secretário-geral da entidade, Walter Feldman. Entre os vice-presidentes o nome de Castellar Guimarães é visto como de consenso para ocupar o lugar de Caboclo até o fim do mandato atual, que termina em abril de 2023.

O estatuto da CBF prevê que em caso de vacância do cargo de presidente, seu vice mais velho deve assumir e convocar uma nova eleição dentro do prazo de trinta dias. Dessa eleição só podem participar dos vice-presidentes, que votam entre si.

Os candidatos candidatos Antônio Aquino (Acre), Ednaldo Rodrigues (Bahia), Castellar Guimarães (Minas Gerais), Fernando Sarney (Maranhão), Francisco Noveletto (Rio Grande do Sul), Marcus Vicente (Espírito Santo) e Gustavo Feijó (Alagoas), além do próprio Nunes.

Coronel Nunes tenta se equilibrar em uma corda bamba. Ele é experiente em tampão e considerado, por muitos, uma figura decorativa na CBF. Assumiu o cargo quando a Fifa afastou Marco Polo Del Nero da presidência, em 2017. Na sua gestão, criou uma situação embaraçosa entre os membros da Conmebol ao votar no Marrocos para a sede da Copa de 2026, enquanto todos solicitados concordado em votar na candidatura tríplice de México, EUA e Canadá.

Além de tratar da investigação sobre o caboclo, os vícios precisam lidar com a crise na seleção brasileira deflagrada pela forma como o mandatário conduziu a vinda da Copa América para o país, à revelia do conhecimento de comissão técnica e jogadores. Após longo silêncio, quebrado apenas pelas apuradas de Tite e Casemiro, eles prometem expôr a opinião depois do jogo contra o Paraguai. A expectativa é que os jogadores se mostrem contrários ao torneio em manifesto.

A denúncia contra Caboclo foi protocolada na sexta-feira por uma funcionária que relatou conversas inoportunas e impróprio do dirigente, segundo o ge. O colunista Lauro Jardim, do GLOBO, revelou parte de um diálogo, que foi gravado por ela. Em um dos trechos, Caboclo chega a pergunta se ela se masturbava e como resposta que estava deixando sem graça e que ela não queria falar sobre o assunto.

Caboclo, que se fiz inocente, não era obrigado a se afastar do cargo, embora o diretor de Governança da CBF, André Megale, tenha recomendado, por meio de um e-mail enviado a ele e a todos os diretores da entidade na noite de domingo , que o presidente se licencie enquanto o caso estiver enquanto estiver sendo investigado e julgado pela Comissão de Ética.

Apenas a posição da comissão, entretanto, não é suficiente para punir o dirigente. A decisão deles, caso optem por alguma punição a Caboclo, precisa ser referendada por três quartos da Assembleia Geral da CBF. E as sanções são diversas, do banimento até simples advertência. A pior hipótese para Caboclo será a de ter alguma punição severa e, além disso, o caso ser encaminhado para o Ministério Público e a Justiça, prevista no Código de Ética da CBF.

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