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Coluna
Devemos estar com os pés no chão, vendo o quê e quem nos rodeia: o bom da viagem é a estrada
Confira a coluna de João Ricardo Correia desta quinta-feira 15
João Ricardo Correia
15/07/2021 | 08:45

Decida: com os pés no chão, ou abraçado ao Pateta

O que falta muitas vezes é apenas uma atitude, uma palavra, o saber que existe alguém que te considera. Alguém sem nenhum outro interesse, a não ser o de te ver bem. É isso que tem faltado nesse mundo materialista e mesquinho.

Esse ambiente solidário está ausente de muitos lares, ambientes de trabalho, nas escolas, faculdades, templos religiosos, enfim, de lugares frequentados por seres humanos que deveriam, se não têm a capacidade de desejar o bem ao próximo, ao menos não querer o mal, não alimentar a inveja.

Eis que tantos falam sobre Deus, ganham dinheiro usando o nome Dele, criam templos, mas não colocam em prática o que, segundo historiadores mundo afora, Ele fazia o tempo todo: amar o próximo.

Nessa ciranda da vida, com tantas voltas ora coloridas, ora acinzentadas, vamos tropeçando, caindo, levantando, em meio a angústias, dores, saudades, dilemas, mas também agraciados com o bem maior, que é a vida. E numa época tão estranha, mascarados e aterrorizados por um vírus devastador, nos percebemos minúsculos e incapazes diante de uma ameaça que nos joga na vala da igualdade.

Enquanto insistirmos em nos acharmos superiores e mais “sortudos” que aqueles que dormem nas calçadas, famintos, tremendo de frio, o mundo não mudará absolutamente em nada na sua essência; continuará plástico, idealizado, perecível, com qualquer outro produto. A solidariedade é o bom da história; como numa viagem qualquer, onde o bom é a estrada, o caminhar, como ensina o psicoterapeuta baiano Kau Mascarenhas.

Devemos estar com os pés no chão, vendo o quê e quem nos rodeia. Não que sejamos tolos, acessíveis demais, liberais ao extremo. Sejamos atentos, mas, jamais, inconsequentes. Ou aprendemos a caminhar firmemente, ou estaremos sempre voando rumo à Disneylândia, para registrar em uma foto nosso encontro com o Pateta.

Nada contra o famoso personagem infantil, mas é que o tempo e a convivência com os contrários me fizeram enxergar o mundo da forma como ele é, não como ele é apresentado nas redes sociais.

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