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Coluna
Desigualdades sociais no Brasil parecem não ter fim, porque os bandidos se unem descaradamente
Confira a coluna de João Ricardo Correia desta quarta-feira 4
João Ricardo Correia
04/08/2021 | 08:40

“Pobre é que se exploda”

Essas discussões envolvendo a tal da CPI da Covid, no Senado; ministros do STF, do TSE, o presidente Bolsonaro, o ex-presidiário Lula e pré-candidatos Brasil afora não resolvem e não resolverão absolutamente nada em favor das classes menos favorecidas.

São factóides, suspeitas, acusações, asneiras, palavreados inconsequentes, promessas, ameaças, tudo alimentando interesses de categorias que, ao longo de décadas, não demonstraram nenhum interesse em ajudar os que precisam de ações governamentais.

Todos farinha do mesmo saco, com pequenas diferenças, como um faltando um dedo, o outro falando besteira 24 horas por dia, uns cabeludos, outros carecas. Na essência, comungam da mesma sacanagem, bebem na mesma fonte da impunidade. Parte dessa turma faz as leis, a outra parte sanciona, a outra parte interpreta do jeito que bem quer e, como diria Justo Veríssimo, personagem do gênio Chico Anísio, “pobre é que se exploda”.

Quando um político famoso é condenado, como o emblemático caso de Luiz Inácio Lula da Silva, logo surgem brechas que transformam os investigadores em bandidos e o canalha-mor em quase mocinho, com direito até em pensar em ser candidato novamente.

Às margens dessa corja, nas favelas, nas filas dos desempregados, no chão dos hospitais, morrendo de fome e sede, recebendo salários miseráveis, está uma massa humana desrespeitada, assaltada, humilhada, massacrada por um bando de cafajestes travestidos de “representantes do povo”, de “guardiões da Constituição”.

As desigualdades sociais que imperam no território brasileiro parecem não ter fim, porque os bandidos se unem descaradamente, fazem acordos imorais, sorriem dos que, inocentemente ou dependentes da sobrevivência, ainda dizem acreditar neles.

Quando esse cenário mudará? Depende de nós. Depende dos homens e mulheres de bem resolverem que a nação não ficará mais nas mãos dos mesmos de sempre, nem dos “novinhos” e “novinhas” que desejam apenas perpetuar o roubo aos cofres públicos.

O Brasil está carente de autoridade, não de autoritarismo, nem de santinhos que, em busca de votos, mais parecem prostitutas na beira de estrada, de tanto se oferecerem a qualquer tipo de eleitor.

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