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Coluna
Desde que Bolsonaro assumiu, velhos esqueletos começam a sair do armário em profusão
Confira a coluna de Marcelo Hollanda desta quinta-feira 22
Marcelo Hollanda
22/07/2021 | 07:56

Haja energia em meio a tanta escuridão

Só em três ocasiões, na última década, as termoelétricas responderam exclusivamente por um terço da produção diária de energia no Brasil.

Segundo o Operador Nacional de Energia (ONS), na última segunda-feira 19, de cada 100 lâmpadas acesas no país, 32 usaram energia extraída da queima de gás, óleo diesel, biomassa, carvão e alguma fonte nuclear.

A condição de um país dono de uma grande matriz hidrelétrica neste momento de seca histórica não vale de absolutamente nada. E embora dissociada aparentemente de política, tem tudo a ver com ela, pois reflete baixos e tardios investimentos públicos no setor (apuração do Estadão).

Agora, sob Bolsonaro, dono da pior política ambiental da história recente do Brasil, esse problema exibe um gosto ainda pior, considerando as políticas em vigor.

Afinal, o decreto presidencial que regulamenta o chamado leilão de reserva de capacidade, uma nova modalidade de contração no setor de energia, criada no final de 2020, abriu caminho para mais este retrocesso, recolocando as térmicas no jogo, especialmente as movidas a gás.

Há quem diga que os defensores das térmicas a gás aproveitam o momento de crise de energia e as conhecidas posições do presidente para atender interesses privados e políticos de grupos agarrados há décadas nas tetas do país.

Não é novidade: desde que Bolsonaro assumiu, velhos esqueletos começam a sair do armário em profusão. Gente que estava à margem da modernidade da pauta ambiental, hoje praticada no mundo civilizado, acordou dos mortos e voltou a dar as cartas, como nos velhos tempos.

E embora a crise do setor não possa ser debitada exclusivamente ao atual governo, é possível que ela se aprofunde agora ao sabor das conveniências de quem não hesita em enviar o próprio vice-presidente para resolver a bronca de amigos em outro continente.

No caso, crise privada envolvendo pesadas denúncias sobre a atuação da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd) em Angola.

Com tantos amigos obscuros, haja energia!

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