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Coluna
Depois do WhatsApp em 2018, Telegram é candidato a ‘vilão digital’ nas eleições de 2022
Confira as últimas da política no Agora RN desta quarta-feira (6)
Redação
06/10/2021 | 08:50

Está começando a campanha digital nas redes sociais. Memes, vídeos, áudios, correntes e fake news, o forte do WhatsApp foi o maior destaque entre os aplicativos nas eleições para presidente da República e governador, em 2018. Agora, em 2021, um detalhe chama a atenção para assumir o posto de “vilão” digital em 2022: o Telegram. Em todo país e também no Rio Grande do Norte a tendência vem sendo a mesma.

O Telegram é considerado um terreno mais fértil a campanhas de desinformação e discurso de ódio por especialistas. Ao contrário do WhatsApp, que limita grupos a 256 membros e restringe o alcance de mensagens replicadas muitas vezes, o Telegram permite grupos com 200 mil pessoas e compartilhamento irrestrito. Já os canais, ferramentas para transmitir mensagens, têm número ilimitado de inscritos. Tanto a extrema direita do presidente Jair Bolsonaro, como a esquerda do ex-presidente Lula, a ferramenta vem sendo usada por conciliadores que defendem uma alternativa de centro.

E o crescimento do Telegram no Brasil é outro sinal de alerta. Levantamento recente feito pelo site MobileTime, em parceria com a empresa de pesquisas online Opinion Box, registrou que o Telegram já está em mais da metade dos smartphones do Brasil (53%). Esse índice era de 15% na campanha eleitoral de 2018 e de 35% na de 2020. Diferentemente do WhatsApp, o Telegram não usa dados dos usuários para gerar anúncios, armazenando apenas informações necessárias para a operação do serviço de troca de mensagens.

Desde que o WhatsApp anunciou, no início deste ano, que dados de seus usuários passariam a ser obrigatoriamente compartilhados com o Facebook, a adesão a seus concorrentes aumentou vertiginosamente. O principal deles é o Telegram, que conquistou 11 milhões de novos usuários apenas na semana seguinte.

Federação
Com a liberação das federações partidárias, legendas pequenas devem dar início a conversas para viabilizar uniões para a eleição 2022. E no campo da esquerda: PCdoB com PSB ou PSOL. E um segundo de centro, entre Cidadania, PV e Rede. Essa tendência nacional mexe no tabuleiro político do Rio Grande do Norte. Nesses partidos, apenas o PSB tem o deputado federal Rafael Motta.

Cociente
Baseado nas últimas eleições para deputado federal, os três partidos somariam hoje cerca de 130 mil votos. Em 2018, o PSB de Rafael teve 84.907 votos. Já o PC do B de Antenor Robeto só conquistou 28.210 sufrágios, ajudando na época ao PT. O PSOL de Sandro Pimentel e Robério Paulino somou entre todos os seus candidatos a Câmara dos Deputados, 16.854 votos. O cociente estimulado para 2022 fica na casa dos 180 mil votos para garantir uma das oito vagas.

PL, PP e Republicanos
Começa a ser costurada, em Brasília, outra federação que vai dar que falar no RN. Em 2022, PL, PP e Republicanos estariam unidos em um mesmo bloco. Federações partidárias mexem com articulações para 2022 e criam espaço para futuras fusões. Partidos que se unirem em uma federação deverão permanecer em conjunto por pelo menos quatro anos, em todos os estados.

João, Beto e Benes
Trazendo essa união para nosso Estado, os partidos de João Maia (PL), Beto Rosado (PP) e Benes Leocádio (Republicanos) estariam unidos em formação de chapas para deputado federal e também estadual.

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