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Depois de 2 anos, procissão da padroeira de Santa Cruz reúne milhares de fiéis
Missas e novenas deste ano foram acompanhadas presencialmente, assim como os eventos socioculturais
Redação
23/05/2022 | 08:27

Neste domingo 22 a procissão de encerramento das festividades em homenagem a Santa Rita de Cássia, padroeira de Santa Cruz, município do Agreste Potiguar, reuniu milhares de fiéis. Desde cedo, milhares de pessoas começaram a chegar à cidade onde está localizada a maior estátua cristã do mundo. Erguida no Monte Carmelo, a estátua tem 56 metros de altura e pode ser vista a quilômetros de distância da cidade.

Depois de dois anos de celebrações (híbridas) limitadas pelo agravamento da pandemia da Covid-19, as missas e novenas deste ano foram acompanhadas presencialmente, assim como os eventos socioculturais – leilão, shows, festival gastronômico, feira de artesanato. A prática da caridade, tema condutor das celebrações religiosas, está em sintonia com o Congresso Eucarístico Nacional, a ser realizado em novembro.

“A sensação é de felicidade, de alegria. Graças ao processo de vacinação, estamos hoje aqui celebrando, de forma presencial, a festa de Santa Rita de Cássia, que seguramente é um dos maiores eventos religiosos não só do Rio Grande do Norte, mas do Brasil também. É um momento de encontro e de reencontro, de pedir a Santa Rita que nos abençoe, que fortaleza nossa fé, que nos inspire cada vez mais para continuar lutando por um mundo de paz e de justiça social”, afirmou a governadora Fátima Bezerra (PT), que acompanhou, a pé, parte do trajeto da procissão.

A segurança na cidade foi reforçada para que as festividades pudessem ocorrer sem problemas. Para o domingo, dia da procissão, o efetivo da PM foi multiplicado por cinco. “Temos equipes em viaturas, motocicletas, a pé e trouxemos também a cavalaria”, disse o Major Fábio Borja, comandante do 15º Batalhão de Polícia Militar. Além do policiamento, o Governo do Estado disponibilizou o SAMU, o Corpo de Bombeiros e uma delegacia móvel da Polícia Civil.

Devoção

Rita de Cássia nasceu no dia 22 de maio de 1381 no povoado de Roccaporena, na região de Cássia, Itália, recebendo o nome de Margherita Lotti na pia batismal. Viveu num período marcado por violência, pobreza, miséria e escalada de ódio. É reverenciada pelos católicos como a santa das causas impossíveis.

A religiosa morreu em 1457, quarenta e três anos antes do descobrimento do Brasil. A vida dela foi marcada por episódios dolorosos, como a violência doméstica e a morte dos filhos pela peste bubônica. Os devotos a veneram como uma mulher fortalecida pela fé, que jamais deixou se abater pelas adversidades.

Amanda Dantas é um desses devotos. Vestindo hábito preto, com a filha Cecília no colo, usando a mesma vestimenta, ela e o marido viajaram 113 quilômetros, de Carnaúba dos Dantas a Santa Cruz, para pagar promessa por uma graça alcançada, relacionada ao tratamento da criança. Maria do Socorro, moradora da cidade, estava feliz porque este ano iria acompanhar a procissão a pé como faz há quase três décadas.

Com 40,2 mil habitantes, Santa Cruz é hoje um dos principais destinos do turismo religioso no Nordeste. Todos os anos, no dia 22 de maio, milhares de fiéis chegam à cidade para a procissão que marca o encerramento da festa da padroeira. Antes da pandemia esse número variava entre 60 mil e 80 mil fiéis. Por se tratar de um domingo e num período sem restrições para eventos de massa, a paróquia esperava um contingente de 100 mil pessoas, mais do que o dobro dos habitantes da cidade.

O turismo religioso surge como um dos segmentos de maior expansão no Brasil. No Rio Grande do Norte é cada vez maior a movimentação das pessoas movidas pela fé. O santuário de Santa Rita recebe diariamente centenas de caravanas vindas em ônibus, vans fretados e/ou em carros particulares.

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