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A delação do fim do mundo – versão RN

28/06/2017 | 04:20

Interinamente por Tiago Rebolo

O empresário Fred Queiroz, sócio-diretor da Prátika Locações, foi solto na sexta-feira, 23, menos de um mês depois de ser preso pela Polícia Federal na operação Manus, a mesma que também colocou atrás das grades o ex-ministro Henrique Eduardo Alves. Segundo a investigação do MPF, Fred teria agido como o “homem forte” de Henrique na campanha de 2014, recebendo propina da OAS e distribuindo a verba com aliados políticos naquela campanha. Segundo o que a coluna pôde apurar, Fred foi libertado porque resolveu contar às autoridades o que sabe, fato este que gerou temor na classe política potiguar. Secretário durante a gestão do prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT) em Natal, Fred não só prestou serviços para a prefeitura da capital como também trabalhou para o Governo do Estado durante a gestão Rosalba Ciarlini (2011-2015). Por causa disso, a expectativa é de que uma eventual delação de Fred envolva diversos agentes e possa pôr abaixo as estruturas do Estado. Há quem diga que, caso realmente abra a boca, teríamos a versão potiguar da “delação do fim do mundo”, como foi apelidada a delação de executivos da JBS e da Odebrecht. As duas colaborações quase puseram abaixo a estrutura da República. A ver.

>> Mais delação. Informação de bastidores dão conta de que Lindolfo Sales, ex-auxiliar de Garibaldi Alves Filho quando este foi governador do Rio Grande do Norte e ministro da Previdência, também negocia acordo de colaboração premiada. Em abril, o apartamento dele foi alvo de mandado de busca e apreensão no âmbito da operação Satélites.

>> Prestação de contas. Em entrevista publicada na edição de ontem do Agora Jornal, o governador Robinson Faria (PSD) espantou as críticas formuladas à gestão de segurança pública do seu governo. À repórter Rebeca de Cerqueira, o chefe do Executivo elencou os investimentos realizados na área. Segundo o governador, a gestão estadual tem feito “tudo o que é possível”.

>> Violência. Contudo, os esforços de Robinson parecem não surtir efeito, ao menos no curto prazo. Principal calo no sapato do governador, a escalada de violência já vitimou fatalmente este ano 1.181 potiguares, aumento de 24,2% em relação aos números de 2016. Os dados são do Observatório da Violência Letal Intencional (Obvio) e levam em consideração homicídios registrados até 25 de junho.

>> Jeton na Jucern. Os membros do Conselho de Vogais da Junta Comercial do Rio Grande do Norte (Jucern) terão, além dos salários que recebem, reajuste nos valores pagos como “indenização” por presença nas sessões do referido conselho. A medida, popularmente conhecida como “jeton”, atende a uma lei promulgada pela Assembleia Legislativa, autorizando os aumentos. Em uma resolução plenária publicada no Diário Oficial do Estado no sábado, 24, ficou definido que o novo valor será R$ 380 por cada sessão.

>> Mais perto do que longe. O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas ações da Lava Jato na primeira instância, condenou nesta segunda-feira, 26, a 12 anos, 2 meses e 20 dias de prisão, pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, o ex-ministro petista Antônio Palocci. O ato é considerado uma das últimas etapas antes de Moro proferir a sentença mais esperada: a do processo que envolve Lula, o que pode acontecer, segundo juristas, ainda esta semana.

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