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Música
Da escola para os palcos
Conheça a história da banda potiguar Marinheiro Porre, convidada para participar da Coletânea Canções de Isolamento
Pedro Trindade
26/06/2020 | 06:15

Inspirados nos versos do poeta Fernando Pessoa, a banda potiguar Marinheiro Porre lançou “A deriva barco” durante a quarentena. A música com tom melancólico foi gravada em versão acústica pelos amigos Matheus Dlima, Marcos Mar, Davi Selton e Marcelo Maroja – ambos com 22 anos.

O trecho “a minha vida é um barco abandonado (…) distante do seu porto” contempla o desejo dos artistas, que passeiam pelas vertentes setentistas do rock, de produzirem uma canção que retratasse as dificuldades do isolamento. A música compõe a Coletânea Canções de Isolamento, produzida e lançada pelo selo Nightbird Records, de Natal.

O projeto também conta com outros potiguares que cantam estilos como Pop, MPB e hip hop. “Estamos em processo de pré produção do nosso primeiro álbum, escolhendo e finalizando as músicas para que possamos nos reunir após a pandemia e começar o processo de gravação”, confidenciam.

A banda nasceu em 2016 quando Matheus e Marcos estudavam juntos no Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) e decidiram formar uma hard rock. Mas só em 2019 que o primeiro EP foi lançado. “Foi aí que começou a Marinheiro Porre de verdade. Estávamos gravando uma série de vídeos falando sobre a história da banda, mas em virtude da pandemia da Covid-19 não tivemos como continuar as gravações”, comentam.

Na conta da banda no Instagram (@marinheiroporre) é possível assistir aos dois primeiros episódios da série. As redes sociais, inclusive, são os meios que os integrantes da banda usam para interagir com seu público e disponibilizar as canções.

A Marinheiro Porre detalha que durante a pandemia as dificuldades do setor artístico ficaram ainda mais evidente. Os componentes pontuam que os grandes artistas continuam ganhando muito dinheiro por meio de lives patrocinadas, enquanto os pequenos continuam tentando sobreviver e produzir em meio às limitações deste período. “O Estado deve tentar igualar este cenário, especialmente para ajudar aqueles que não possuem renda fixa ou vínculo empregatício durante o período de instabilidade causado pelo novo coronavírus”, refletem.

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