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Música
Crônicas de uma ressaca
Potiguar Davidson Mendez lança, no próximo dia 21, o primeiro EP da carreira musical. “Crônicas de uma ressaca” terá três faixas sobre dor de cotovelo, mas de uma maneira bem-humorada
Nathallya Macedo
18/08/2020 | 06:37

A vida de Davidson Mendez, de 34 anos, tem sido uma aventura. Ele trabalhou no comércio por bastante tempo, quase concluiu o curso de História na UFRN e agora passa os dias sendo barbeiro. Mas a verdadeira paixão do potiguar está presente na música. “Aos 15, comecei a compor. Já
participei de bandas e toquei na igreja, mas sempre de forma amadora. Agora quero focar nessa vocação”, contou, em entrevista ao Agora RN.

Inspirado por bandas nacionais como Skank, Barão Vermelho e Resgate, além da norte-americana Pearl Jam, Davidson acredita que o rock pode ter
uma linguagem mais intimista. E é isso que ele vai demonstrar no primeiro EP da carreira, o “Crônicas de uma ressaca”, que será lançado pelo selo potiguar Nightbird Records na próxima sexta-feira (21).

“Gravei o EP em casa, durante a quarentena, então não tive baterista, por exemplo. As músicas têm guitarra e contrabaixo, basicamente. Também não sou cantor. Me considero compositor e guitarrista. No entanto, precisei soltar a voz para que minha música seja conhecida. Posso classificar o trabalho como um rock acústico e com in uências do blues”, revelou Davidson sobre o processo de elaboração da obra, que terá três faixas autorais.

A coletânea de canções ficou pronta porque, segundo ele, houve um momento de desespero quando a pandemia da Covid-19 se tornou uma realidade no Brasil. “Estava me autossabotando na arte havia anos, sempre
deixando para segundo plano. O vírus chegou até nós e me vi aflito. Pensei ‘vai que acontece alguma coisa e talvez ninguém escute minhas composições’. Foi nesse momento que decidi tirar tudo do papel”, relembrou.

Sobre o conteúdo das canções, Davidson aponta que o EP trata de uma dor de cotovelo de maneira bem-humorada. “Tem ressentimento, ressaca e coração partido. Tentei escrever letras originais e divertidas para falar sobre essa etapa que todo mundo enfrenta, mas que a maioria não gosta de expor”.

A cena efervescente da música local também influenciou Davidson. “Acompanhei o começo do Festival DoSol e de toda a produção na Ribeira.
Como vi muitos artistas incríveis produzindo, pensei que eu poderia criar
também. Hoje em dia, uma das minhas bandas favoritas é a Kung Fu Johnny.


Além disso, admiro Luiz Gadelha como compositor e fico empolgado com os
novos rostos do cenário, como a banda Marinheiro Porre”. Para um futuro próximo, o jovem pretende lançar um álbum com 10 faixas. “Quero ver como será a recepção deste disco de estreia. É interessante observar que os potiguares estão consumindo com assiduidade a arte local e espero que gostem da minha produção. Serei um músico/barbeiro muito feliz e
satisfeito”.

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