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Plano de imunização
Inclusão de CoronaVac no PNI sucede crítica de Bolsonaro e briga com Doria
Imunizante da Sinovac é uma das 13 vacinas na fase 3 de testes - a última, que avalia segurança e eficácia - que têm "previsão de aquisição pelo Ministério da Saúde"
UOL
12/12/2020 | 18:17

A inclusão da CoronaVac, vacina produzida pela chinesa Sinovac, pelo Ministério da Saúde no plano nacional de imunização contra a covid-19, entregue na tarde deste sábado 12 ao Supremo Tribunal Federal (STF), é mais um capítulo da disputa pública entre o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o governador paulista João Doria (PSDB).

O imunizante da Sinovac é uma das 13 vacinas na fase 3 de testes – a última, que avalia segurança e eficácia – que têm “previsão de aquisição pelo Ministério da Saúde”, segundo o documento. Nenhuma delas tem ainda a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Esta é a segunda vez que o governo mostra oficialmente a intenção de adquirir a CoronaVac – na primeira, em outubro, Bolsonaro acabou desautorizando publicamente o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, sobre a intenção de compra de 46 milhões de doses da CoronaVac. “O povo brasileiro não será “cobaia”, disse o presidente, que chamou a CoronaVac de “vacina chinesa de João Doria”.

O governador paulista tem respondido com cobranças públicas frequentes ao presidente. Após divulgar o plano estadual de vacinação para São Paulo, no início deste mês, Doria afirmou que Bolsonaro “abandonou o Brasil” e cobrou atitudes por parte do governo federal.

A divulgação do plano, com reserva de 4 milhões de doses para outros ente federativos, gerou um alvoroço entre estados e municípios. Ao todo, 11 estados e mais de 900 municípios, segundo Doria, decidiram não esperar pelo plano nacional e procuraram o governo paulista para declarar intenção de compra da CoronaVac

Nesta semana, em uma reunião do ministério com os governadores, Pazuello e Doria discutiram sobre a incorporação da vacina ao plano nacional. Agora, ela aparece como uma das cotadas.

Falta aprovação da Anvisa

Assim como as outras citadas, a CoronaVac não tem a aprovação da Anvisa para a distribuição no país. De acordo com o Instituto Butantan, os resultados da fase 3, que mostram segurança e eficácia do imunizante, deverão ser entregues à agência até a próxima terça (15).

A partir dai, a Anvisa tem até 30 dias (15 de janeiro) para dar uma resposta sobre o imunizante. A expectativa do governo paulista é que ela seja aprovada – tanto que já marcou o início da imunização para o dia 25 de janeiro e começou a produzir as doses em São Paulo.

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