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Coordenador do Movimento Brasil Livre no RN celebra vitória da Direita na Argentina

"Pêndulo da História começa a se movimentar para a direita na América Latina"
Redação
23/11/2015 | 16:53

O advogado Arthur Dutra, coordenador do Movimento Brasil Livre no Rio Grande do Norte, divulgou artigo de opinião sobre as eleições finalizadas neste final de semana na Argentina. Confira o texto abaixo, na íntegra.

Virada à Direita

Simpatizantes de macri comemoram vitória nas eleições presidenciais da argentina

Por Arthur Dutra – Coordenador do Movimento Brasil Livre – RN

O pêndulo da História começa a se movimentar para a direita na América Latina. A vitória de Mauricio Macri na Argentina é nada mais do que a manifestação desta inexorável tendência. E não é obra do acaso. O desejo do povo por governos liberais/conservadores não surge porque este mesmo povo reconhece as vantagens intrínsecas desta forma de governar. Infelizmente não. É uma reação ao desastre causado pelas falidas políticas esquerdistas que assolaram a América Latina nos últimos 12 anos, pelo menos, com o ingrediente a mais do plano de domínio continental dos partidos integrantes do Foro de São Paulo.

A junção do esquerdismo com o velho populismo latino-americano e o plano bolivariano da Pátria Grande nos mergulhou num abismo econômico e social do qual a própria esquerda não pode nos salvar. Nem mesmo com a centralização total do poder nas mãos do Estado, nem com mais concessão de “benefícios sociais”, nem com o aumento exponencial da tributação, nem estatização de empresas privadas, enfim, a esquerda criou o problema mas não é capaz de solucioná-los com seus princípios. Veja o leitor que os regimes da esquerda latino-americana se mantêm no poder não mais por suas virtudes, e sim por força dos seus vícios: aparelhamento do Estado, violência contra opositores, supressão da liberdade de expressão, fraude eleitoral, imprensa censurada por verbas públicas etc. A reação do povo, portanto, é natural e já se vê no cenário político continental.

No Brasil também isto já é visível. A direta, antes hostilizada e estigmatizada, agora já dá as caras. Não por meio de grandes partidos políticos declaradamente de direita, pois eles não existem, e sim como um sentimento difuso que vem das ruas, e que se manifesta numa parte da mídia por meio de uma nascente intelectualidade liberal/conservadora, que vem fazendo um trabalho de reconstrução da imagem do pensamento de direita.

Nelson Rodrigues dizia que era um reacionário, pois reagia contra o que não prestava. Hoje a América Latina comporta-se como um bom reacionário, reagindo contra o flagelo causado pelos governos do Foro de São Paulo. É um bom começo. Sentimos na pele os efeitos das políticas socialistas, mas agora é preciso revelar ao grande público as causas que nos trouxeram até aqui. Isto é o mais importante, sob pena de perdermos uma grande chance de imunizar o continente contra a praga do comunismo e suas vertentes menos aparentes, pois elas, mesmo momentaneamente em decadência, continuarão vivas e ansiosas para nos enganar mais uma vez. Para isso, a esquerda, embora igual em tudo, mudará de roupa e de discurso, fingindo ser outra coisa só para nos pegar de volta. A queda do Muro de Berlim nos mostrou isso.

Não será fácil consolidar esse processo de “endireitamento”, mesmo porque, depois de anos no poder, a esquerda ainda ocupa espaço considerável em todas as esferas da sociedade. Mas reagir é o primeiro passo e a nova direita está indo bem. Solidificar o apreço pelas liberdades individuais, pelo Estado de Direito e pelo livre mercado é o mais importante de tudo nessas horas de balanço do pêndulo da História, pois se ele veio, pode muito bem voltar para o outro lado, e com consequência ainda mais danosas.