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CPI da Covid
Contra Copa América, Aziz defende outros campeonatos: “se não houver, muitas pessoas vão passar fome”
Presidente da CPI volta a dizer ser contra a realização da Copa América no país, mas cita jogadores de estados do norte, como Amazonas, Amapá e Rondônia, para defender jogos de campeonatos estaduais e do brasileiro, devido à questão econômica
IG
08/06/2021 | 19:56

A Copa América voltou a ser tema da CPI da Covid durante a oitiva do ministro da saúde Marcelo Queiroga, nesta terça-feira 8.

O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito Omar Aziz (PSD-AM) discutiu com o senador governista Marcos Rogério (DEM-RO), que acusou a CPI de estar “prestando desserviço ao país” ao discutir essa questão, e diz enxergar como hipocrisia as pessoas serem contrarias a realização do torneio de seleções enquanto outras competições já são disputadas no Brasil.

Todavia, Aziz rebateu Marcos Rogério, e disse ser contra a realização da Copa América, mas a favor dos outros campeonatos por uma questão econômica:

“Assim como Rondônia, no Amazonas teve campeonato estadual, e de lá saem os representantes para série D e outros campeonatos nacionais, sabe qual a diferença, porque nossos jogadores do Brasil, a comissão técnica está trabalhando? Por causa do salário que eles tem que receber, se não houver campeonato muitas dessas pessoas vão passar fome, por que jogadores que jogam no Amazonas, no Amapá tem um salário pequeno, eles não são ricos. As diferenças entre os campeonatos brasileiros é que eles tem patrocínios de televisão e tem que jogar para pagar os jogadores, a Copa América não vai deixar ninguém passar fome se não houver esse torneio”, afirma Aziz. “É uma vaidade, o Neymar não precisa de salário da CBF para viver”, completa o presidente sobre a Copa.

Defensor do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), Rogério disse que essa tinha sido a primeira vez em que concordava com Aziz na Comissão, mas pediu que ele usasse esse discurso para “donos de quitanda, comércios e salões de beleza Brasil afora”, que na sua visão, foram atrapalhados por “politicas erráticas de fechamento”.

“Porque o governo não vacinou”, rebateu Omar Aziz.

A discussão entre os senadores foi interrompida por outro parlamentar que pediu a palavra antes do ministro Marcelo Queiroga poder continuar a ser interrogado pela CPI.

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