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Economia

Agências de viagem: Consumidores mudam hábito após quebra da 123 milhas

No rastro dessa recuperação de conceito, a presidente da Abav RN, Michele Pereira Silva, espera aumentar muito a base de associados no estado que atualmente é de 55 empresas
Marcelo Holanda
18/10/2023 | 21:17

Não há números oficiais, mas já é evidente o entusiasmo das agências de viagem e turismo de Natal com a quebra da 123 milhas, cujo reflexo é o visível retorno de clientes decepcionados com a compra de passagens pela internet fora do ambiente das companhias aéreas.

Slogans publicitários como “Viajar é para todos” virou sinônimo de problema para milhões de passageiros que perderam dinheiro com chances duvidosas de recuperação.  

Aeroporto de Natal. Foto: José Aldenir / AGORA RN
Quebra da 123 Milhas deve alterar hábitos do consumidor na hora de garantir passagens aéreas - Foto: José Aldenir / AGORA RN

“É o obvio, todo mundo sabia, as companhias aéreas sabiam, só faltava a bomba explodir”, diz Abdon Gosson, da Arituba, ex-presidente da Associação das Agências de Turismo (Abav) no Rio Grande do Norte. 

Segundo ele, o reposicionamento das agências de turismo foi apenas uma questão de tempo depois do episódio da 123 Milhas. “Hoje, o consumidor tem certeza de que é mais seguro contar com o amparo de um agente de turismo (que ganha somente 2,5% de comissão sobre cada venda) do que comprar por 200 o que vale 1 mil e ficar sem nada”, acrescenta. 

Agências de viagem devem se associar à Abav, espera presidente

No rastro dessa recuperação de conceito, a presidente da Abav RN, Michele Pereira Silva, espera aumentar muito a base de associados no estado que atualmente é de 55 empresas, 85% delas sediadas em Natal e Região Metropolitana. “Confiança e a possibilidade de dividir a compra em até 21 vezes são atrativos para que a maioria das pessoas voltem a operar com as agências de turismo”, destaca. 

A partir desse reposicionamento, a presidente da Abav local espera novas adesões de agências no interior do estado.

“Nos próximos dias devemos ter mais quatro ou cinco novos ‘abavianos’ à nossa base de associados”, ela comemora. 

Para um grande contingente de consumidores ao redor do planeta, a aposta em preços baixos de passagens e hospedagens para oferecer valores abaixo do mercado vem ruindo como casos da 123 Milhas. “Nas agências de turismo quando alguma coisa acontece o agente de viagem se responsabiliza; pela internet, a coisa muda de figura”, lembra Abdon Gosson. 

Números não mentem

Entre dezembro do ano passado e junho deste ano, o patrimônio líquido da 123 Milhas saiu de R$ 5,8 milhões negativos para R$ 1,676 bilhão negativo. A maior variação foi na conta de contratos a embarcar, referentes a passagens compradas pelos clientes e que ainda precisavam ser honradas.

O montante nessa linha que a empresa tinha de honrar em até um ano somava R$ 774,269 milhões em junho, alta de mais de seis vezes em um semestre. o volume a honrar mais de 12 meses à frente era de R$ 260,056 milhões, alta de mais de três vezes no mesmo período.

Ou seja, a 123 Milhas vendia aos clientes um produto que permitia que comprassem uma espécie de “promessa de viagem”, a um preço mais barato, em que a emissão dos bilhetes aconteceria em um momento posterior. Ou seja, quando a empresa encontrasse no mercado passagens aéreas que tivessem preço equivalente ao pago pelo consumidor. 

A companhia partia da ideia de que o preço das passagens cairia após o período de restrições provocadas pela covid-19 e de que os clientes comprariam mais produtos e serviços. Mas nada disso aconteceu. A consequência, de acordo com Abdon Gosson, é que a coisa toda virou uma pirâmide e milhares de consumidores embarcaram, literalmente.

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