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Polêmica
Conselhos pedem que o Ministério da Educação destitua reitor do IFRN
Documento ponta falhas em nomeações para cargos diretivos feitas pelo reitor pro tempore Josué de Oliveira Moreira, bem como diversos problemas durante reuniões dos conselhos, comitês e colegiados do Instituto, além dos entraves para a renovação de contato de professores substitutos. Diretores também criticaram retomada das aulas a distância
Redação
14/08/2020 | 00:36

Os Conselhos e Órgãos Colegiados do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN) encaminharam carta ao Ministério da Educação (MEC) pedindo a destituição do reitor pro tempore da unidade, Josué Moreira de Oliveira, que está no cargo desde 17 de abril.

Segundo os autores da carta, encaminhada na quarta-feira (12) pelos integrantes do Conselho Superior (Consup), do Colégio de Dirigentes (Codir), do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepex) e do Comitê de Ensino (Coen) da instituição federal, a gestão do reitor interino é marcada pela “falta de representatividade e falta de competência”.

Endereçado ao atual ministro da Educação, Milton Ribeiro, o documento aponta falhas em nomeações para cargos diretivos, problemas com as reuniões dos conselhos, comitês e colegiados do Instituto, bem como entraves para a renovação de contato de professores substitutos e a aquisição de equipamentos de informática.

Outra queixa é com a resolução assinada pelo reitor interino, na última quarta-feira (13), que aprovou a retomada dos cursos a distância na instituição. Segundo o Conselho Superior do IFRN, o ato foi considerado “monocrático e autoritário”, pois o colegiado foi impedido de se reunir para debater a retomada. Os diretores alegam que a medida foi tomada sem planejamento, metodologias, datas ou cronogramas. “Como já informado anteriormente, é notória e inconteste a falta de articulação e de governança do reitor pro tempore e de sua equipe temporária, além da falta de representatividade e falta de competência para gerenciar a retomada das atividades por qualquer modalidade que seja, situação que preocupa a todos que fazem parte da comunidade do IFRN”, traz o documento.

Os diretores do IFRN avaliam que há perigo de colapso das atividades educacionais caso a administração da reitoria continue nas mãos de Josué de Oliveira. O corpo diretivo pede urgência na tomada de decisão por parte do Ministério da Educação. O documento é encerrado com solicitação para que o reitor pro tempore seja destituído.

“Diante de toda essa situação, mais uma vez aqui apresentada, solicitamos posicionamento por parte do Ministério da Educação, ao tempo em que, clamamos pela destituição do professor Josué Moreira da função, uma vez que o atual reitor pro tempore do IFRN, além de não possuir experiência de gestão, continua demonstrando unia profunda falta de conhecimento sobre o funcionamento da Instituição”, diz o texto.

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