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Mundo
Confronto entre polícia e manifestante contrário ao regime de Cuba termina em morte, diz agência estatal
Órgão ligado à ditadura cubana confirmou uma morte e diversos feridos nos protestos de segunda-feira, 12. Versão do governo é de que forças de segurança revidaram um grupo que atirou pedras e outros objetos
G1
13/07/2021 | 20:57

Os protestos contra o regime comunista em Cuba deixaram uma pessoa morta e diversos feridos, afirmou nesta terça-feira 13 o governo por meio da Agência Cubana de Notícias — um dos veículos estatais.

Segundo a nota, a vítima é um homem de 36 anos que, diz o regime, tinha passagens por “desacato, furto e alteração na ordem” e morreu durante os protestos de segunda-feira 12. As autoridades cubanas reconheceram, ainda, que houve confronto, mas acusou os manifestantes de atirarem pedras e outros objetos. A causa exata da morte do manifestante não foi esclarecida.

É a primeira confirmação de uma morte nos protestos contra a ditadura cubana desde o início das manifestações, que começaram no domingo 11. As informações dificilmente chegam completas a outros países devido ao bloqueio parcial da internet em Cuba.

Nesta terça, uma youtuber cubana interrompeu nesta terça-feira uma entrevista ao vivo para a televisão espanhola ao dizer que a polícia de seu país estava à sua porta. Imagens transmitidas pela emissora Telemundo, braço da americana NBC em espanhol, mostram o que parece ser a jovem sendo acompanhada por dois agentes para dentro de uma viatura.

Protestos em Cuba

O agravamento da pandemia da Covid-19 e a situação econômica, a pior em 30 anos, motivaram as marchas que ocorreram na capital, Havana, e em outras cidades.

Os protestos, divulgados nas redes sociais, começaram de forma espontânea pela manhã no domingo. Houve também atos pró-governo, a pedidos do presidente Miguel Díaz-Canel. Estima-se que mais de 100 pessoas tenham sido presas nessas manifestações, incluindo jornalistas.

Moradores também têm relatado cortes de eletricidade na ilha, severamente prejudicada pela redução do turismo.

O governo cubano diz que a mobilização está ligada a setores ligados aos Estados Unidos, que estariam, na visão de Havana, interessados em desestabilizar o país.

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