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Confira a coluna “Nos Bastidores da Notícia” de terça-feira 26

26/01/2021 | 07:25

Prazo final para Aliança sair do papel é março

O presidente Jair Bolsonaro disse novamente que decidirá até março se continua investindo na criação do Aliança pelo Brasil ou se optará pela filiação a um partido já existente. “Em março, a gente vai reestudar se o partido decola ou não. Se não decolar, a gente vai ter que ter outro partido. Então não temos como nos preparar para as eleições de 22”, disse a apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada ontem. Bolsonaro, atualmente sem partido, já havia estipulado esse prazo para decidir sobre sua filiação. Disse agora que não está em campanha para as próximas eleições presidenciais, mas que “o pessoal quer disputar” filiado a um partido que tenha a sua “simpatia”. “É muita burocracia, é muito trabalho, certificação de fichas, depois passa pelo TSE [Tribunal Superior Eleitoral] também. O tempo está meio exíguo para gente. Não vamos deixar de continuar trabalhando, mas vou ter que decidir. Não é por mim, não estou fazendo campanha para 22”, disse.

Bolsonaro sobre aliança pelo brasil: “se não decolar, buscamos outro partido”

Sob o controle de Carluxo

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse em tom de provocação ontem que o deputado Arthur Lira (PP-AL) “deve ter transferido a senha das redes sociais dele para o Carlos Bolsonaro e o gabinete do ódio”. Horas antes, Lira afirmou que adotaria tom mais propositivo ao longo da semana. Nos últimos dias, o deputado do PP disse, por exemplo, que Baleia Rossi (MDB-SP), seu adversário na disputa da Câmara, tem como chefe Rodrigo Maia.

IMPEACHMENT NA MIRA
Por falar em Baleia Rossi, o deputado reafirmou nesta segunda-feira, em reunião com a bancada paulista do PT e outros dirigentes da sigla, o compromisso de analisar pelo menos um dos 61 pedidos de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que aguardam uma decisão do presidente da Câmara. A promessa frustrou parte dos presentes, que esperavam um compromisso público com a abertura, e não análise, do processo de impeachment contra o presidente.

REFORMAS
Se eleito presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL) disse que pretende entregar as reformas tributária e administrativa aprovadas no primeiro semestre de 2021. Ele não respondeu, porém, se manterá Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) na relatoria da tributária. Aguinaldo Ribeiro é próximo do líder do MDB, Baleia Rossi, adversário de Lira na disputa pelo comando da Câmara. Baleia, por sua vez, é o autor da PEC 45, reforma tributária que está nas discussões da comissão mista.

PAZUELLO INVESTIGADO
O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), instaurou nesta segunda-feira um inquérito para investigar a conduta do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, em relação à crise na saúde pública de Manaus, que registrou falta de oxigênio medicinal em hospitais há duas semanas. A apuração foi aberta a partir de um pedido feito pelo procurador-geral da República, Augusto Aras, no último sábado. Aras foi motivado por representações de partidos políticos, que relataram omissão de Pazuello e de sua equipe.

VOLTA EM V I
O ministro Paulo Guedes (Economia) reafirmou ontem que a economia está crescendo em formato V, com retomada tão rápida quanto a queda, mas à espera de reformas para atrair investimentos. Guedes defende que o crescimento econômico nos próximos anos seja impulsionado pelo setor privado.

VOLTA EM V II
Segundo Guedes, uma série de medidas que foram aprovadas pelo Senado estão paradas na Câmara. E vice-versa. Na avaliação do ministro, depois das eleições para as duas Casas do Congresso, em 1º de fevereiro, será possível “limpar a pauta” de votações e aprovar textos de interesse do governo.

OPINIÕES DIVIDIDAS
Levantamento do Paraná Pesquisas mostra que, para 61,9% dos brasileiros, o retorno das aulas presenciais no atual estágio da pandemia não oferece condições adequadas de segurança para os estudantes. Outros 34% dizem acreditar que já é possível reabrir as escolas aos alunos sem quaisquer riscos. Foram 4,2% os que não opinaram.