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Desenrolando a língua
Confira a coluna do professor João Maria Lima desta quarta-feira 16

16/12/2020 | 07:38

Desenrolando a Língua

Câmara aprova projeto que cria programa de capacitação para agentes de saúde de Natal
No sentido da notícia, o verbo “criar” não pode vir acompanhado do adjetivo “novo”, porque constituiria redundância. Sempre bom não ser redundante. Quem “cria novos” deve também “lançar novo” e sofrer “hemorragia de sangue”. Cuidado.

Grupo de “influenciadores digitais” aplicam golpes em hotéis da zona Sul de Natal
“Concordância por contaminação” é como chamamos o que ocorreu na notícia acima. A forma verbal “aplicam” deveria ter concordado com o núcleo do sujeito (grupo), o que a levaria ao singular. Se a intenção era destacar “influenciadores digitais”, bastava dispensar a palavra “grupo”.
Seria possível o plural, se o sujeito fosse uma das locuções partitivas, a maioria, a maior parte, o menor número, grande quantidade etc. Mesmo assim, hoje há a tendência de se concordar com o núcleo da locução, ficando o verbo no singular.

Duas secretárias da Prefeitura do Natal testam positivo para Covid-19
A COVID-19 trouxe a proliferação de uma regência inadequada do verbo “testar”. Muita gente tem sido duplamente contaminada dessa forma. Só quem “testa para” é o jogador de futebol, que testa a bola para o gol, por exemplo. Melhor é dizer que o (resultado do) teste do coronavírus deu positivo.

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