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Escrita
Confira a coluna “Desenrolando a Língua” de sexta-feira 15
Prof. João Maria de Lima
15/01/2021 | 09:43

MESMO, UMA NOVA LIÇÃO

Já tratei do vocábulo “mesmo” diversas vezes. Nas aulas ou por e-mail, tiro muitas dúvidas sobre o uso e aplicação dessa palavra. De modo geral, digo aos alunos que “mesmo” não deve substituir um substantivo. Portanto não se deve dizer “Encontrei o aluno. O mesmo entregou a atividade”, uma vez que, “mesmo” é pronome reforçativo, e não substantivo. Basta dizer “Encontrei o aluno. Ele (o estudante, o discente) entregou a atividade”.

Tratarei, agora, de um uso interessante de “mesmo”, que pode ser um utilíssimo marcador para ampliar o valor de um argumento. Se eu digo “Mateus tem boas notas em Língua Portuguesa”, dou uma simples informação, não faço consideração qualitativa ou avaliativa sobre as qualidades intelectuais de Mateus. No entanto, se acrescentar “até mesmo”, darei à frase um inegável valor argumentativo: “Mateus tem boas notas até mesmo em Língua Portuguesa”. Agora, exaltei a competência de Mateus e disse, implicitamente, que ele tem boas notas também em outras disciplinas. Além disso, está clara a ideia de que considero a Língua Portuguesa a mais difícil das matérias. O conector “mesmo” sempre tem um valor argumentativo para cima, numa escala avaliativa.

SUJEITO A GUINCHO

É comum encontrarmos a frase “Sujeito a guincho”. Contudo nem mesmo um veículo estacionado em local proibido ­ fica “sujeito a guincho”. Na verdade, ­ fica “sujeito a guinchamento”, palavra que indica ação. A palavra “guincho” exprime o objeto.

MELHOR

Atenção ao uso do termo “melhor”. Quando houver homens e mulheres numa relação, se se quer dizer que uma mulher é quem mais se destaca, o artigo ­ cará no masculino: “Ana é o melhor aluno da turma” (se se disser que “Ana é a melhor aluna da turma”, ela estará sendo comparada apenas com as demais mulheres, e não com todos os alunos.) Outros exemplos: “Maria é o melhor professor da escola”; “Joana é o melhor funcionário da empresa”. Proceda da mesma forma com “a pior”, “o pior”.

PARÊNTESES

Os parênteses sempre foram remédio para erro nas aulas de produção de texto. Se o aluno errou e não podia apagar, o professor indicava o uso dos parênteses. Resultado: deturparam-lhe o uso. Ao usar os parênteses, você avisa que a palavra, expressão ou oração neles contida é acessória. Não faz falta. Geralmente é um comentário, uma explicação ou uma observação. Fique ligado: a forma parêntesis também está dicionarizada.

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