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Opinião
Confira a coluna de Daniela Freire desta quarta, 28
Deputado Gustavo Carvalho (PSDB) cobra explicações sobre os contratos realizados pela Secretaria de Estado da Saúde Pública durante a pandemia
Daniela Freire
28/10/2020 | 05:31

Convocação à vista

Foi discutida nesta terça-feira, na Assembleia Legislativa, a convocação do secretário de Saúde do RN, Cipriano Maia. A intenção é que ele explique os contratos realizados pela Secretaria de Estado da Saúde Pública durante a pandemia do novo coronavírus. A cobrança foi feita pelo deputado Gustavo Carvalho (PSDB), que afirma que há erros nos procedimentos adotados pela Sesap.

Explicação

O parlamentar disse que irá protocolar a solicitação através de requerimento, pois a secretaria estaria cancelando seus contratos para atender as Oscips (Sociedade Civil de Interesse Público). “E queremos as explicações que o povo do RN merece”, criticou.

Suspeitas

Gustavo Carvalho acredita que os contratos vêm sendo suspensos exclusivamente para a contratações das Oscips. Ele tem dito que a Sesap quer fechar negócio com uma Organização Social (OS) da Bahia em detrimento da cooperativa de anestesiologistas do RN.

Motivo

O que chamou a atenção do deputado, segundo ele próprio contou, é que cinco dias antes da abertura das propostas houve a retirada da exigência para que o responsável técnico fosse um anestesiologista. Para Gustavo, isso demonstra que a Sesap tinha a intenção de beneficiar a OS.

CPI

A fala de Carvalho teve o apoio do deputado José Dias (PSDB), que defendeu abertura de CPI na Casa alegando a necessidade de se investigar as supostas irregularidades nos contratos da Secretaria Estadual de Saúde Pública antes que os mesmos possam causar prejuízos ao Estado.

Opinião

“Eu poucas vezes vi escândalo como esse. Parece que não estão vivendo tempo novo, pós-mensalão, pós-lava jato, realidade que País impôs. Estamos vendo formas as mais escancaradas possíveis de beneficiar organizações e instituições ou partidos políticos da preferência dos administradores de plantão”, disse José Dias.

Depois que queimou tudo…

O ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, usou as suas redes sociais para comemorar o fato de o Governo Federal ter liberado “mais R$ 1,17 milhão para o Mato Grosso do Sul enfrentar as queimadas que atingem o estado”.

Comércio de finados

O deputado estadual Sandro Pimentel (PSOL) criticou o mais recente decreto assinado pelo prefeito Álvaro Dias, que proíbe a comercialização de produtos durante o feriado de 2 de novembro, Dia de Finados, nos arredores dos cemitérios, além de impedir a realização de celebrações religiosas nos mesmos locais.

Liberar com segurança

“Qual o prejuízo que vai trazer celebração religiosa nesse momento, quando a mesma prefeitura agora recentemente acabou de liberar festividades?”, questionou Sandro. O parlamentar argumenta que é preciso garantir a atividade comercial respeitando critérios de segurança sanitária, como a obrigatoriedade do uso de máscaras.

Pode ser tarde

O potiguar garantiu em suas postagens que a orientação do presidente Jair Bolsonaro “é não poupar esforços para debelar o fogo no Pantanal”. “Ao todo, já repassamos mais de R$ 18,9 milhões para combater o desastre na região”, afirmou o ministro.

Correios

Já o outro ministro potiguar, Fábio Faria, das Comunicações, recebeu ontem os representantes da consultoria Accenture, contratada pelo BNDES para realizar um estudo sobre os Correios e os desdobramentos da privatização. Também participaram o presidente dos Correios General Floriano Peixoto Vieira Neto, o presidente do BNDES Gustavo Montezano e os representantes do Ministério da Economia.

Semelhanças

Reportagem publicada ontem pelo The New York foi destaque no Brasil ao mostrar as semelhanças entre o presidente Jair Bolsonaro e o americano Donald Trump na condução da crise causada pelo novo coronavírus, destacando que ambos têm um “desprezo compartilhado pelo vírus” e construíram “uma campanha ideológica que minou a capacidade da América Latina de responder à Covid-19”.

Negativas

Segundo o portal UOL, o “NYT” destacou na matéria que sistemas de saúde pouco estruturados e cidades superlotadas tornaram a América Latina mais vulnerável à pandemia, mas “ao expulsar médicos, bloquear a assistência e promover falsas curas, Trump e Bolsonaro pioraram a situação, desmantelando as defesas”.

E destrutivas

A reportagem afirmou ainda que os dois líderes são nacionalistas que desafiam a ciência e colocaram o crescimento econômico e as políticas de curto prazo à frente das advertências de saúde pública. Também lembrou que ambos fizeram com que 10 mil médicos e enfermeiras cubanos de áreas pobres de nações como Brasil, Equador, Bolívia e El Salvador fossem mandados de volta para Cuba.

Campanha

O Brasil é o 7º que mais gasta com funcionalismo entre 70 países. Os dados que revelam o fato são da CNI (Confederação Nacional da Indústria), que ainda conta que a diferença salarial entre setores público e privado é o que explica o gasto elevado. O levantamento feito pela entidade faz parte da campanha em defesa da reforma administrativa.

Rápidas

Ministros do STF veem falas de Bolsonaro sobre vacina como diversionismo com fins eleitorais, segundo a Folha de S.Paulo. “Para magistrados, presidente precipita debate sobre imunização que nem está pronta”, disse o jornal nesta terça-feira.

Treze matérias aprovadas e duas baixadas em diligência para anexação de informações sobre os impactos financeiro e orçamentário é o saldo da reunião da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte nesta terça-feira. Entre os projetos aprovados está o que Institui a Inclusão de Intérpretes da Língua Brasileira de Sinais (Libras) nos telejornais e nas propagandas e programas institucionais do Governo do Estado, de autoria de Hermano Morais.


O Brasil já teve 76 assassinatos políticos neste ano eleitoral. Segundo o Estadão, em monitoramento realizado pelo próprio jornal, pelo menos 16 deles eram pré-candidatos e candidatos a vereador e dois disputavam o cargo de prefeito.

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