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Eleições 2026

Condenado na Lava Jato, Eduardo Cunha anuncia candidatura a deputado federal por Minas Gerais

Ex-presidente da Câmara diz que disputar vaga pelo estado é “estratégico” e defende recolocar Minas no centro do debate político nacional
Redação
19/01/2026 | 10:59

O ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha anunciou, por meio das redes sociais, que pretende concorrer a uma vaga na Casa por Minas Gerais nas próximas eleições. Segundo ele, o estado representa uma “síntese do Brasil” devido à diversidade regional e à posição geográfica, que faz fronteira com diferentes regiões do país.

Em publicação no Instagram, Cunha afirmou que Minas reúne características do Nordeste, do Sudeste e do Centro-Oeste, o que, em sua avaliação, faz com que os movimentos políticos no estado reflitam o cenário nacional. Ele destacou ainda que Minas Gerais é o segundo maior colégio eleitoral do país, atrás apenas de São Paulo.

EDUARDO CUNHA
Eduardo Cunha anunciou pelas redes sociais que pretende disputar uma vaga na Câmara dos Deputados por Minas Gerais Foto: Reprodução/Facebook Eduardo Cunha

O ex-parlamentar também comentou o resultado das eleições presidenciais de 2022, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu Jair Bolsonaro (PL) no estado por uma margem apertada. Para Cunha, Minas exerce um papel político maior do que aquele desempenhado atualmente e foi prejudicada por gestões anteriores, citando o governo de Fernando Pimentel (PT), entre 2015 e 2018.

Ao falar sobre o retorno à disputa eleitoral, Cunha afirmou que “recolocar Minas no centro do debate nacional” é uma estratégia relevante, ressaltando que, historicamente, o desempenho eleitoral no estado costuma sinalizar o rumo da política brasileira.

Eduardo Cunha presidiu a Câmara dos Deputados entre 2015 e 2016, período que antecedeu a cassação de seu mandato após denúncias investigadas pela Operação Lava Jato. Em 2022, ele tentou retornar ao Legislativo ao disputar uma vaga por São Paulo, mas não foi eleito.

Em março de 2017, Cunha foi condenado pelo então juiz federal Sérgio Moro a 15 anos e quatro meses de prisão por crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão fraudulenta de divisas, relacionados ao recebimento de propina na compra de um campo petrolífero em Benin, pela Petrobras, em 2011. Em 2023, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) anulou uma das condenações no âmbito da Lava Jato, ao decidir que o caso deveria ser remetido à Justiça Eleitoral, por envolver indícios de crime eleitoral.