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Déficit
Com combate a coronavírus, Brasil deverá ter rombo nas contas de até R$ 500 bilhões
Secretário do Tesouro Nacional afirmou, porém, que o momento é de cuidar da saúde das pessoas e que também é preciso garantir renda para os trabalhadores mais vulneráveis, como os informais, que perderam por causa da pandemia
Redação
08/04/2020 | 05:05

O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, disse nesta terça-feira (7) que o País deve fechar o ano de 2020 com um déficit primário de R$ 500 bilhões. De acordo com o secretário, o volume de recursos que o governo terá de injetar para combater a pandemia do novo coronavírus colocará o déficit muito acima do resultado negativo do ano passado, que foi de R$ 61 bilhões.

“O buraco fiscal no ano passado foi em torno de R$ 61 bilhões e, este ano, estamos caminhando tranquilamente para algo em torno de R$ 450, R$ 500 bilhões de buraco fiscal”, disse Mansueto Almeida durante videoconferência organizada pelos jornais Valor Econômico e O Globo. “A piora fiscal é forte, mas é necessária neste ano, e vamos ter que aceitar isso de forma adulta”, acrescentou.

O secretário afirmou que o momento é de cuidar da saúde das pessoas e que também é preciso garantir renda para os trabalhadores mais vulneráveis, como os informais, que perderam por causa da pandemia. Para ele, as medidas adotadas até o momento pelo governo estão bem preparadas para os próximos três meses.

“É preciso proteger e dar renda a pessoas vulneráveis, pessoas que não estão podendo trabalhar neste momento e não por culpa delas”, disse Mansueto. “Se for preciso [adotar medidas emergenciais para] mais de três meses, a gente vai ter que sentar à mesa para ver o que fazer”, complementou.

Questionado sobre a ajuda emergencial de R$ 600 aos trabalhadores informais e a beneficiários do Bolsa Família, o secretário disse que os recursos ainda não chegaram devido à “dificuldade de entrega”. Ele também citou a decisão do governo federal de recompor os fundos de Participação de Estados e Municípios (FPE e FPM). A estimativa é que sejam repassados R$ 16 bilhões para recompor as perdas causadas pela redução na arrecadação.

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