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Eleições
Com chapa única, cidade do Paraná terá prefeito do PT e vice do PSL
De acordo com levantamento do Congresso em Foco, 136 cidades do país formaram coligações que incluem PT e PSL na mesma chapa
UOL
02/11/2020 | 05:59

O município de Santana do Itararé, no interior do Paraná, terá um prefeito do PT, Zé Izac, e vice do PSL, Joaquim do Venerando, reunindo dois polos antagônicos do cenário nacional na administração do município. Trata-se da única chapa concorrendo à prefeitura na cidade de 5.000 habitantes, localizada a cerca de 300 km de Curitiba, próxima da divisa com São Paulo.

De acordo com levantamento do Congresso em Foco, 136 cidades do país formaram coligações que incluem PT e PSL na mesma chapa. Das 20 cidades do Paraná com essa composição, a maioria dos casos envolve o apoio de ambos os partidos a siglas diversas, tornando Santana do Itararé um caso peculiar. Moreira Sales também terá chapa única com o apoio dos dois partidos, mas o prefeito e o vice serão, respectivamente, de MDB e PSB.

Zé Izac (PT) deve assumir a cidade pela terceira vez —já foi prefeito entre 2008 e 2016, com um hiato no qual o município foi administrado pelo aliado Joás (PDT). Segundo ele, a colaboração entre os dois partidos se deve à situação vivida no país.

“Há uma crise instalada. Nós pensamos em conciliar no momento em que vivemos, com o povo passando dificuldades. Sabemos que há divergências entre PT e PSL, mas fizemos essa composição”, diz Zé Izac (PT), que tem vice do PSL em sua chapa.

Se no cenário municipal o acordo foi firmado, Izac relata que a composição teve que ser aprovada pela Executiva estadual do PT antes de se tornar realidade, o que deu “um pouco de trabalho”. “Tivemos que conversar com o nosso presidente estadual, o Arilson [Chiorato, deputado estadual]. Também falamos com a Gleisi [Hoffmann, presidente do partido] para que fosse aceita essa composição. Só firmamos esse acordo após essa aprovação do diretório”, explica.

Apesar da união, Zé Izac não deixa de criticar o governo federal. “A situação deles [apoiadores do governo federal] está difícil. É difícil defender o governo, que não está sólido. Não sei de onde vão buscar forças para reverter esse quadro”, diz.

No entanto, revela que teve que mudar um pouco a sua atitude com um vice da legenda pela qual Jair Bolsonaro, atualmente sem partido, foi eleito em 2018: “Parei de falar mal nas redes sociais, porque fica estranho”.

O que dizem PT e PSL

De acordo com o diretório estadual do PT, a parceria foi aprovada pela executiva regional, assim como as demais candidaturas no Paraná, pelo fato de a realidade dos pequenos municípios ser diferente da nacional. O diretório reforça que a aliança se deve ao fato de ser a única coligação da cidade e contar com outros partidos (MDB, Podemos, PSD, PSB e PDT), conforme o registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A direção nacional do PSL afirma que não vetou alianças com partidos de espectros diferentes, especialmente nas cidades pequenas, onde a realidade local influencia mais do que a nacional.

Nas capitais e municípios maiores, no entanto, houve a orientação a buscar a composição de chapas mais próximas do campo ideológico do partido. O partido reforça que a única proibição foi de composição com aliados considerados antidemocráticos, independentemente de seu espectro ideológico.

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