BUSCAR
BUSCAR
Imunização
Cobiçada pelo Consórcio Nordeste, estados deverão comunicar que a Sputnik não possui avaliação de qualidade, eficácia e segurança
Anvisa não recomenda vacina para grávidas, pessoas com doenças não controladas, com HIV e com histórico de anafilaxia pós-vacinação
Redação
05/06/2021 | 09:45

Os estados brasileiros devem comunicar amplamente que o imunizante Sputnik V não possui avaliação de qualidade, eficácia e segurança. Esta é uma das restrições dadas pela Anvisa para a importação controlada aprovada nesta sexta-feira 4.

O gerente-geral de medicamentos Gustavo Mendes disse que a importação, distribuição e uso da vacina devem ser suspensos caso a Anvisa ou OMS reprovem o uso emergencial da Sputnik V. “Os estados devem comunicar amplamente à sociedade que a vacina Sputnik V importada não possui avaliação da Anvisa quanto aos critérios de qualidade, eficácia e segurança. Nós não tivemos acesso aos dados, então, como atestar?”, disse ele.

Mendes alertou ainda que passa a ser responsabilidade dos estados evitar que sejam trocadas as doses da Sputnik V.

A primeira e segunda dose do imunizante russo têm adenovírus diferentes e devem ser administradas conforme a bula. “Todas essas condicionantes terão que estar na bula. Como essa vacina é com dois adenovírus, o risco de troca dos dois componentes é grande, por isso estados deverão estabelecer as ações necessárias para evitar os erros de trocas entre os dois componentes da vacina”.

Governadores do Nordeste anunciam compra de 39 milhões de doses da vacina russa Sputnik V

Governadores do Nordeste anunciaram, em 11 de março, um acordo para aquisição de 39,6 milhões de doses da vacina russa contra covid-19 Sputnik V, que devem estar incluídas no Plano Nacional de Imunização (PNI). Segundo o governador da Paraíba, João Azevêdo (Cidadania), a assinatura do contrato de compra foi marcada para 12 de março.

Uma negociação entre o Consórcio Nordeste, que reúne os nove estados da região, e o Fundo Russo de Investimento Direto (RDIF, na sigla em inglês) teve início no ano passado, sob a condução do governador da Bahia, Rui Costa (PT), e foi viabilizada com a sanção por parte do governo federal do Projeto de Lei (PL) 534/2021, que autoriza estados, municípios e setor privado a comprar vacinas contra a covid-19 com registro ou autorização temporária de uso no Brasil.

A proposta foi apresentada pelos governadores ao ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, por meio de videoconferência.

“Agradecemos ao governador Rui Costa por todo empenho ao longo desses meses para garantir a disponibilidade das doses e também ao ministro Pazuello pela compra concordância, aprovação e agendamento para assinatura do contrato de assinatura já na manhã desta sexta-feira”, escrito o governador da Paraíba em uma rede social.

No último dia 20 de fevereiro, o Ministério da Saúde autorizou a dispensa de licitação para a compra do imunizante. A Sputnik foi liberada em países como Argentina, Venezuela, Irã e Coreia do Sul. A eficácia da vacina é de 91,6%, segundo dados publicados na revista científica The Lancet.

Sede: Av. Hermes da Fonseca, 384 – Petropolis – Natal – RN – Cep. 59020-000
Telefone: (84) 3027-1690 / 3027-4415
Redação: (84) 98117-5384 - redacao@agorarn.com.br
Comercial: (84) 98117-1718 - publica@agorarn.com.br
Copyright Grupo Agora RN. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização prévia.