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Saúde
Cirurgias cardiológicas já estão funcionando normalmente, diz SMS
Prefeitura repassou verba de R$ 5 milhões para hospitais privados
Redação
28/11/2023 | 06:00

As cirurgias cardiológicas voltaram a ser realizadas na última sexta-feira 24 após a Prefeitura do Natal efetuar o pagamento de mais de R$ 5 milhões para os hospitais da rede privada que realizam serviços cardiológicos conveniados com o Município. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), os hospitais Incor e Hospital do Coração confirmaram o restabelecimento dos serviços que haviam sido suspensos.

Segundo o Instituto do Coração de Natal (Incor) afirmou que as cirurgias foram pausadas na quinta-feira 23 devido a falta de repasse de verba da prefeitura para a realização desses serviços.“Os motivos que ensejam a paralisação da cardiologia são aquelas que exaustivamente vem sendo discutidos há meses, a contumaz e permanente falta de pagamento pelo Município de Natal e desrespeito às decisões judiciais estabelecidas”.

E continuou: “Hoje, infelizmente, a Instituição se vê impossibilitada de continuar a trabalhar sem o cumprimento de tais obrigações, cuja falta total de recursos financeiros inviabiliza e ameaça sua atividade enquanto empresa”, disse o Instituto por meio de nota oficial.

Em entrevista à 96 FM, o secretário de Saúde de Natal, George Antunes, afirmou que o atraso no pagamento ocorreu devido às dificuldades financeiras enfrentadas pelo Poder Público. “Problema é falta de dinheiro”, resumiu ele.Ele ainda reiterou que os repasses obrigatórios do Ministério da Saúde a Natal estão defasados há um ano, o que compromete o fluxo de pagamentos da SMS aos hospitais e outros fornecedores.

“Desde o ano passado, temos direito ao aumento do teto financeiro para R$ 43 milhões. Mesmo com essa questão já tendo sido aprovada pelo Ministério da Saúde, falta a liberação do valor. O resultado é que a nossa execução financeira acaba sendo maior que as receitas que chegam do Ministério”, relatou. “Quem banca os serviços na prática é apenas o Município”, afirmou

Pausa do serviço não afetou ONG

Segundo o fundador e presidente da Amigos do Coração das Crianças (Amico), Madson Vidal, a paralisação das cirurgias cardiológicas não chegou a afetar a fila dos pacientes que precisam do serviço. “Não chegou a parar nenhum dia, parou em um dia e voltou no outro. Então, dessa vez não criou nenhum impacto negativo. Quando o Incor anunciou que ia parar, no outro dia retomaram. Então, agora está operando e internando normalmente”.

Com quase 20 anos de fundação, a Amico é uma Organização Não Governamental (ONG) que presta auxílio para crianças de todo o Estado em relação aos momentos antes e depois das cirurgias cardíacas, para garantir um bom cuidado durante o tratamento. De acordo com o presidente, mesmo com dificuldades financeiras, a ONG recebe cerca de 200 crianças por mês para terem suporte.

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