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Editorial
Cinco meses
Confira o editorial desta terça-feira 3
Redação
03/05/2022 | 09:32

A pré-campanha eleitoral entra em uma nova fase no Rio Grande do Norte. Após a definição das duas principais candidaturas, as atenções se voltam agora ao fechamento total das chapas, com as escolhas dos candidatos a vice, senador e suplentes.

Com relação ao fechamento das chapas, a governista tem um desenho mais claro. A governadora Fátima Bezerra (PT) vai para a reeleição tendo o deputado federal Walter Alves (MDB) como candidato a vice. O candidato a senador, também já definido, será o ex- -prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves (PDT), tendo como suplentes o atual senador Jean Paul Prates (PT) e o atual vice-governador Antenor Roberto (PCdoB), muito provavelmente.

Antes mesmo de se lançar às ruas, a chapa governista encontra resistência até mesmo dentro de parcela significativa da esquerda, que se sente desconfortável em apoiar uma chapa que tem dois Alves, família política tão combatida pelo PT no passado. Isso depois de ter votado quatro anos atrás na “primeira governadora de origem popular” que prometeu “dar fim ao ciclo das oligarquias” no Estado. Há também o temor de traição dos dois ao PT daqui a dois ou quatro anos.

Contra Carlos Eduardo mais especificamente, pesa a postura tida como incoerente. Afinal de contas, em 2018 Carlos estava na oposição a Fátima, acusando problemas do PT e fazendo dobradinha com o então candidato a presidente Jair Bolsonaro, e hoje sugere votar em Lula, ignorando até o pré-candidato do seu partido, Ciro Gomes (PDT).

Do lado da oposição, o pré- -candidato mais relevante até o momento é o ex-vice-governador Fábio Dantas (Solidariedade). O vice ainda está indefinido, mas deverá sair de PL, PP, PSDB ou PSC. O candidato do grupo a senador será o ex- -ministro do Desenvolvimento Regional Rogério Marinho (PL), tendo como 1º suplente o empresário Flávio Azevedo. O nome do 2º suplente é guardado a sete chaves.

Se Fátima tem os Alves como companhia desagradável, Fábio tem outro parceiro incômodo: o ex-governador Robinson Faria, hoje pré-candidato do PL a deputado federal. O fato de Fábio Dantas ter sido vice no governo Robinson é usado contra ele o tempo todo pela turma governista. O histórico de esquerda, por ter sido filiado ao PCdoB e ao PSB, dois partidos da base da atual governadora, também repele parte do eleitorado, especialmente aquele mais bolsonarista.

Contra Rogério, pesa outro problema: o histórico de apoio a medidas impopulares, como as reformas trabalhista e previdenciária. Pesquisas mostram que mais da metade da população não aprova as mudanças da CLT e da Previdência idealizadas ou patrocinadas por Rogério Marinho.

Abre-se uma nova fase do processo eleitoral. Cinco meses separam o eleitor das urnas.

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