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Covid-19
China rejeita plano da OMS de investigar laboratório em busca de origem do coronavírus
Pequim sinaliza que não se envolverá em procura sobre origem do patógeno se hipótese de vazamento continuar de pé, defendendo que esforços globais priorizem estudos sobre morcegos
O Globo
22/07/2021 | 12:41

A China reagiu contra o pedido da Organização Mundial de Saúde (OMS) para que seja realizada outra investigação sobre as origens do coronavírus, incluindo examinar se o vírus vazou de um laboratório, afirmando que não há evidências para essa hipótese e que isso desafia o bom senso.

Cientistas graduados da China disseram, durante uma reunião em Pequim nesta quinta-feira, que o mais provável é que o patógeno surgiu em um animal, que então o transmitiu para os humanos via um hospedeiro intermediário. Eles elogiaram um relatório prévio da OMS que apontava principalmente os animais como causa e pedia uma busca mundial para determinar a raiz do surto. Também dizia que a hipótese de vazamento no laboratório era “extremamente impossível”.

O laboratório de Wuhan, no centro da polêmica, “nunca teve o vírus”, disse Liang Wannian, um epidemiologista que liderou o time de especialistas chineses que trabalharam com a OMS.

— Não há necessidade de colocar mais recursos em uma investigação sobre um vazamento de laboratório — disse.

Mulher passa por um túnel de desinfecção em Mumbai, em abril de 2020. Cidade de 20 milhões de habitantes é agora responsável por 20% das infecções por coronavírus na Índia e quase 25% das mortes Foto: ATUL LOKE / The New York Times
Mulher passa por um túnel de desinfecção em Mumbai, em abril de 2020. Cidade de 20 milhões de habitantes é agora responsável por 20% das infecções por coronavírus na Índia e quase 25% das mortes Foto: ATUL LOKE / The New York Times
Corpos empilhados em um trailer refrigerado no Brooklyn Hospital Center, em Nova York, em abril de 2020. Mais de 20 mil nova-iorquinos morreram na primavera de infecções por coronavírus Foto: VICTOR J. BLUE / The New York Times
Corpos empilhados em um trailer refrigerado no Brooklyn Hospital Center, em Nova York, em abril de 2020. Mais de 20 mil nova-iorquinos morreram na primavera de infecções por coronavírus Foto: VICTOR J. BLUE / The New York Times
O Papa Francisco preside a cerimônia da Via Sacra na praça vazia de São Pedro, no Vaticano, durante a Sexta-feira Santa, em 10 de abril de 2020 Foto: NADIA SHIRA COHEN / The New York Times
O Papa Francisco preside a cerimônia da Via Sacra na praça vazia de São Pedro, no Vaticano, durante a Sexta-feira Santa, em 10 de abril de 2020 Foto: NADIA SHIRA COHEN / The New York Times
Chloe Lau, estudante do ensino médio, faz seus trabalhos escolares em casa em Hong Kong, em março de 2020. Coronavírus forçou diversos países, bem como províncias, cidades e vilas, a fechar escolas em um esforço para conter a propagação do surto, deixando centenas de milhões de alunos em todo o mundo sem ir à escola Foto: LAM YIK FEI / The New York Times
Chloe Lau, estudante do ensino médio, faz seus trabalhos escolares em casa em Hong Kong, em março de 2020. Coronavírus forçou diversos países, bem como províncias, cidades e vilas, a fechar escolas em um esforço para conter a propagação do surto, deixando centenas de milhões de alunos em todo o mundo sem ir à escola Foto: LAM YIK FEI / The New York Times
Paramédicos transportam um homem que se acredita ser o primeiro paciente de coronavírus de Wuhan em Hong Kong, em janeiro de 2020 Foto: LAM YIK FEI / The New York Times
Paramédicos transportam um homem que se acredita ser o primeiro paciente de coronavírus de Wuhan em Hong Kong, em janeiro de 2020 Foto: LAM YIK FEI / The New York Times
Terminal de trem quase vazio no Centro de Transporte do World Trade Center, em Manhattan, em 15 de março de 2020. O prefeito Bill de Blasio e o governador Andrew Cuomo enfrentaram pressão crescente para impor um fechamento maior em partes não essenciais da cidade em resposta ao coronavírus Foto: VICTOR J. BLUE / The New York Times
Terminal de trem quase vazio no Centro de Transporte do World Trade Center, em Manhattan, em 15 de março de 2020. O prefeito Bill de Blasio e o governador Andrew Cuomo enfrentaram pressão crescente para impor um fechamento maior em partes não essenciais da cidade em resposta ao coronavírus Foto: VICTOR J. BLUE / The New York Times
Praia de Copacabana vazia, no Rio de Janeiro, em 19 de março de 2020 Foto: DADO GALDIERI / The New York Times
Praia de Copacabana vazia, no Rio de Janeiro, em 19 de março de 2020 Foto: DADO GALDIERI / The New York Times
Um local de teste drive-through para o coronavírus em Tampa, na Flórida, em outubro de 2020. Estado, que fechou as portas tarde e se apressou para reabrir, foi um dos estados mais afetados dos EUA Foto: DAMON WINTER / The New York Times
Um local de teste drive-through para o coronavírus em Tampa, na Flórida, em outubro de 2020. Estado, que fechou as portas tarde e se apressou para reabrir, foi um dos estados mais afetados dos EUA Foto: DAMON WINTER / The New York Times
Moradores de um edifício em São Paulo se reúnem em suas janelas para protestar contra a resposta do presidente Jair Bolsonaro ao surto de Covid-19, em março de 2020 Foto: VICTOR MORIYAMA / The New York Times
Moradores de um edifício em São Paulo se reúnem em suas janelas para protestar contra a resposta do presidente Jair Bolsonaro ao surto de Covid-19, em março de 2020 Foto: VICTOR MORIYAMA / The New York Times
Um ponto drive-through para teste de coronavírus de alta velocidade em Eindhoven, Holanda, em 1º de dezembro de 2020. País expandiu sua abordagem para teste de coronavírus com as chamadas ruas de teste XL, onde 5 mil testes podem ser administrados por dia Foto: ILVY NJIOKIKTJIEN / The New York Times
Um ponto drive-through para teste de coronavírus de alta velocidade em Eindhoven, Holanda, em 1º de dezembro de 2020. País expandiu sua abordagem para teste de coronavírus com as chamadas ruas de teste XL, onde 5 mil testes podem ser administrados por dia Foto: ILVY NJIOKIKTJIEN / The New York Times
Artista se apresenta em uma Times Square quase vazia na cidade de Nova York, em 26 de março de 2020 Foto: MARK ABRAMSON / The New York Times
Artista se apresenta em uma Times Square quase vazia na cidade de Nova York, em 26 de março de 2020 Foto: MARK ABRAMSON / The New York Times
Vizinhos interagem das sacadas de seus apartamentos em Milão, Itália, em março de 2020. Novas formas de
socializar em tempos de pandemia Foto: ALESSANDRO GRASSANI / The New York Times
Vizinhos interagem das sacadas de seus apartamentos em Milão, Itália, em março de 2020. Novas formas de socializar em tempos de pandemia Foto: ALESSANDRO GRASSANI / The New York Times
Cães usam máscaras faciais no Lower East Side de Nova York, em abril de 2020, em meio à pandemia de coronavírus Foto: BRITTAINY NEWMAN / The New York Times
Cães usam máscaras faciais no Lower East Side de Nova York, em abril de 2020, em meio à pandemia de coronavírus Foto: BRITTAINY NEWMAN / The New York Times
A avenida Champs-Élysées vazia em Paris, em abril de 2020, em resposta ao surto de coronavírus Foto: ANDREA MANTOVANI / The New York Times
A avenida Champs-Élysées vazia em Paris, em abril de 2020, em resposta ao surto de coronavírus Foto: ANDREA MANTOVANI / The New York Times
Homem caminha no Champ de Mars, perto da Torre Eiffel, durante as restrições ao coronavírus em Paris, em março de 2020. Depois de um início desastrado, a União Europeia e suas instituições, incluindo o Banco Central Europeu, começaram a lidar melhor com o novo desafio da Europa como epicentro do vírus Foto: DMITRY KOSTYUKOV / The New York Times
Homem caminha no Champ de Mars, perto da Torre Eiffel, durante as restrições ao coronavírus em Paris, em março de 2020. Depois de um início desastrado, a União Europeia e suas instituições, incluindo o Banco Central Europeu, começaram a lidar melhor com o novo desafio da Europa como epicentro do vírus Foto: DMITRY KOSTYUKOV / The New York Times
Paciente COVID-19 em um hospital no Queens, Nova York, em abril de 2020. Os médicos logo aprenderam que virar as pessoas de bruços pode melhorar a respiração de pessoas com problemas respiratórios Foto: VICTOR J. BLUE / The New York Times
Paciente COVID-19 em um hospital no Queens, Nova York, em abril de 2020. Os médicos logo aprenderam que virar as pessoas de bruços pode melhorar a respiração de pessoas com problemas respiratórios Foto: VICTOR J. BLUE / The New York Times
Claudio Travelli, 61, inifectado pelo coronavírus, é examinado em sua casa em Cenate Sotto, Itália, em 15 de março de 2020. No dia seguinte, sua família chamou novamente uma ambulância porque seu quadro havia piorado Foto: FABIO BUCCIARELLI / The New York Times
Claudio Travelli, 61, inifectado pelo coronavírus, é examinado em sua casa em Cenate Sotto, Itália, em 15 de março de 2020. No dia seguinte, sua família chamou novamente uma ambulância porque seu quadro havia piorado Foto: FABIO BUCCIARELLI / The New York Times
Médico mostra a paciente seu filho recém-nascido em um vídeo ao vivo em um hospital em Nova York, em abril de 2020. No centro da crise do coronavírus, quase 200 bebês nasceram desde março - enquanto algumas mulheres grávidas ficaram gravemente doentes, os médicos estão vencendo batalhas por suas vidas e por seus filhos Foto: VICTOR J. BLUE / The New York Times
Médico mostra a paciente seu filho recém-nascido em um vídeo ao vivo em um hospital em Nova York, em abril de 2020. No centro da crise do coronavírus, quase 200 bebês nasceram desde março – enquanto algumas mulheres grávidas ficaram gravemente doentes, os médicos estão vencendo batalhas por suas vidas e por seus filhos Foto: VICTOR J. BLUE / The New York Times
Voluntário de uma organização não governamental entrega pão em um campo de refugiados informal no Vale de Bekaa, no Líbano, em fevereiro de 2020. Os trabalhadores humanitários foram amplamente impedidos de usar fundos dos EUA para comprar máscaras cirúrgicas, luvas e outros equipamentos médicos de proteção para enfrentar os coronavírus no exterior, a fim de manter equipamento disponível para aqueles que respondem ao vírus na América Foto: DIEGO IBARRA SANCHEZ / The New York Times
Voluntário de uma organização não governamental entrega pão em um campo de refugiados informal no Vale de Bekaa, no Líbano, em fevereiro de 2020. Os trabalhadores humanitários foram amplamente impedidos de usar fundos dos EUA para comprar máscaras cirúrgicas, luvas e outros equipamentos médicos de proteção para enfrentar os coronavírus no exterior, a fim de manter equipamento disponível para aqueles que respondem ao vírus na América Foto: DIEGO IBARRA SANCHEZ / The New York Times
Homem ora em um telhado durante as orações da tarde do Ramadã em Jerusalém, em abril de 2020. A pandemia do coronavírus transformou como os muçulmanos em Israel e nos territórios palestinos estão experimentando a data sagrada Foto: DAN BALILTY / The New York Times
Homem ora em um telhado durante as orações da tarde do Ramadã em Jerusalém, em abril de 2020. A pandemia do coronavírus transformou como os muçulmanos em Israel e nos territórios palestinos estão experimentando a data sagrada Foto: DAN BALILTY / The New York Times
Um imã e seus assistentes realizam a oração de Tarawih na Mesquita Nacional em Kuala Lumpur, Malásia, em abril de 2020. Locais mais sagrados do Islã estavam em grande parte desertos no primeiro dia do mês sagrado do Ramadã Foto: ALEXANDRA RADU / The New York Times
Um imã e seus assistentes realizam a oração de Tarawih na Mesquita Nacional em Kuala Lumpur, Malásia, em abril de 2020. Locais mais sagrados do Islã estavam em grande parte desertos no primeiro dia do mês sagrado do Ramadã Foto: ALEXANDRA RADU / The New York Times
Funcionário da limpeza na vazia estação de metrô da Praça Tianfu, em Chengdu, na China, em fevereiro de 2020 Foto: YUYANG LIU / The New York Times
Funcionário da limpeza na vazia estação de metrô da Praça Tianfu, em Chengdu, na China, em fevereiro de 2020 Foto: YUYANG LIU / The New York Times
Hóspedes são servidos em cabines de vidro no restaurante Mediamatic ETEN, em Amsterdã, em maio de 2020. Ensaio da nova configuração, que torna o distanciamento social, conforme exigido, mais viável quando os restaurantes conquistaram permissão para reabrir Foto: ILVY NJIOKIKTJIEN / The New York Times
Hóspedes são servidos em cabines de vidro no restaurante Mediamatic ETEN, em Amsterdã, em maio de 2020. Ensaio da nova configuração, que torna o distanciamento social, conforme exigido, mais viável quando os restaurantes conquistaram permissão para reabrir Foto: ILVY NJIOKIKTJIEN / The New York Times
As temperaturas de clientes de um shopping na Tailândia são monitoradas na tentativa de conter a disseminação do coronavírus, em janeiro de 2020 Foto: AMANDA MUSTARD / The New York Times
As temperaturas de clientes de um shopping na Tailândia são monitoradas na tentativa de conter a disseminação do coronavírus, em janeiro de 2020 Foto: AMANDA MUSTARD / The New York Times

Teoria da conspiração

A hipótese foi previamente considerada como teoria da conspiração por opositores do ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump, cujo governo levantou a possibilidade antes das eleições de 2020. A ideia ganhou força depois, à medida que cientistas questionavam a relutância da China em oferecer acesso a fontes primárias da investigação. Além disso, aumentou a atenção em relação a esforços de alguns virologistas de tornar os vírus mais fortes, trabalho chamado de “ganho de função”, e alguns líderes mundiais pediram uma investigação mais profunda.

Embora a China já tenha rejeitado de maneira consistente a hipótese do laboratório, autoridades buscaram impor um limite claro nesta quinta-feira, sinalizando que Pequim não se envolverá na busca à origem se a teoria continuar de pé. Essa foi a reação mais direta da China até o momento a pedidos da OMS e de outros para investigar o avançado laboratório do Instituto de Virologia de Wuhan, que estuda patógenos portados por morcegos e outros coronavírus.

— O plano para a segunda fase do estudo de origem contém linguagem que não respeita a ciência ou o senso comum — disse o vice-ministro da Comissão Nacional de Saúde, Zeng Yixin. — Não vamos seguir tal plano — completou.

Teorias alternativas

A caça à origem do vírus tem sido envolta em controvérsia, com autoridades em Pequim e Washington pressionando por teorias alternativas sobre como o vírus surgiu.

Em maio, o presidente dos EUA, Joe Biden, disse que a comunidade de Inteligência americana estava dividida se o vírus havia surgido do contato humano com animais ou de um acidente em laboratório. Ele ordenou que “fossem redobrados os esforços” e que um relatório fosse apresentado até o fim de agosto. O anúncio renovou a suspeita de que o vírus pudesse ter escapado do laboratório de Wuhan.

As autoridades chinesas disseram estar empenhadas em descobrir as origens do novo coronavírus, um assunto que merece um estudo sério e que deve ser baseado na ciência. Os planos da OMS de tornar a hipótese de vazamento no laboratório uma prioridade para a próxima etapa da pesquisa foram contaminados por posições políticas e demonstram “arrogância contra a ciência”, disse Zeng.

‘Paciente Zero’

É provável que o primeiro caso encontrado em 8 de dezembro de 2019 não tenha sido o “Paciente Zero”, um termo que indica a primeira pessoa a ser infectada com um novo vírus, disseram autoridades. Eles reiteraram os apelos para ampliar o esforço para uma investigação global sobre a origem do surto, incluindo um exame para saber se o patógeno poderia ter surgido primeiramente em morcegos fora da China.

— Se os estudos de rastreio da origem continuarem, acho que os primeiros resultados indicam que os morcegos deveriam se tornar uma prioridade global — disse Liang. — Não deveríamos limitar a pesquisa apenas à China. Qualquer lugar que abrigue um grande número de morcegos pode ser escolhido como destino futuro para os estudos de rastreamento de origem. Esta é a área à qual precisamos prestar mais atenção — concluiu.

A China está na mira desde o início da pandemia, no final de 2019, depois de ter sido criticada por atrasar os esforços de pesquisa e restringir o acesso de investigadores independentes. Agora os líderes globais, incluindo o chefe da OMS, o governo australiano e outros, estão pedindo a cooperação de Pequim com a próxima etapa para decifrar a história do surgimento do vírus, que é essencial para entender o que aconteceu no mundo e reduzir o risco de futuras pandemias.

Em março, o diretor geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse que a primeira investigação não analisou adequadamente a possibilidade de um acidente de laboratório antes de decidir que é mais provável que o patógeno se espalhou dos morcegos para os humanos através de outro animal. Ele disse que os cientistas se beneficiariam do “acesso total aos dados”, incluindo amostras biológicas desde pelo menos setembro de 2019. Ele também afirmou estar disposto a empregar mais recursos para investigar.

Vendedores na cidade chinesa de Wuhan, inclusive no mercado de frutos do mar de Huanan que é ligado a alguns dos primeiros casos de Covid-19, vendiam animais selvagens vivos conhecidos por abrigar coronavírus quando o surto começou, de acordo com um estudo publicado em junho.

A presença desses mamíferos, que podem ter agido como um condutor pelo qual a SARS-CoV-2 foi introduzida aos humanos, contradiz a informação que os pesquisadores receberam em janeiro. As pessoas que dirigiam o mercado disseram à equipe liderada pela OMS que os animais ali vendidos eram de fazendas licenciadas. Os pesquisadores disseram que não podiam verificar relatórios de vendas de animais vivos.

Liang disse que as autoridades chinesas não estavam cientes da situação quando os investigadores visitaram o mercado em janeiro e fevereiro, um ano após o surto ter causado seu fechamento.

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