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Tempo Extra
Chegou o mata-mata da Série D do Campeonato Brasileiro
Disputas como essas, independente de qual torneio ou divisão estejamos tratando, possuem ingredientes de sobra pra matar qualquer um do coração
Rafael Morais*
04/07/2017 | 05:20

Finalmente chegou a fase final da Série D do Campeonato Brasileiro. E se não bastasse estar estacionado na última e mais desvalorizada, inclusive financeiramente, divisão do nosso futebol, o América terá que passar por três fases de mata-mata.

Pra quem não é familiarizado com termos futebolísticos, eu explico. Em competições esportivas, o sistema de mata-mata é quando uma dupla de competidores disputa um certo número de partidas entre si, até que um deles seja considerado vencedor. Consequentemente, o perdedor é eliminado, mesmo que nas fases anteriores ele tenha sido o melhor em tudo.

Disputas como essas, independente de qual torneio ou divisão estejamos tratando, possuem ingredientes de sobra pra matar qualquer um do coração. O futebol, especialmente, é um esporte que a questão emocional e psicológica tem um peso enorme. Sócrates dizia que “sempre que há presença de público junto a eventos esportivos, percebemos que se potencializa a fragilidade humana”.

Mais do que nunca, é hora de definir as melhores estratégias. Jogar pra frente, ofensivamente, marcando pressão, pra tentar vencer e matar a disputa? Ou passar o ferrolho na defesa, com a marcação menos intensa e mais compacta, atraindo o adversário para surpreendê-lo com transições rápidas e precisas?

Se comigo aqui estivesse, nosso guru bailarino de barba cerrada mataria a charada. “Coração na ponta da chuteira e atenção durante os 180 minutos de jogo. Só depende de nós mesmos. Qualquer coisa é possível, desde que tenhamos ou criemos uma oportunidade”.

Semana passada, folheando um jornal antigo, me chamou a atenção uma foto do folclórico Wallber Virgolino, ex-gestor de segurança do RN. Quase um personagem. A matéria, acompanhada de uma foto onde ele aparece de figurino inspirado no Cangaço, destacava sua fala: “Difícil não é matar um leão por dia. Difícil é conviver com as cobras”.

Confesso que a primeira reação foi achar graça, mas depois pensei melhor. Bem que essa estratégia peculiar do ex-secretário poderia servir aqui no futebol. Já imaginaram Leandro vestido de Lampião e os jogadores armados dos pés à cabeça? Preparados pra batalha, prontos pra atropelar qualquer um que ouse se opor em campo?

Chegou a hora da decisão. É matar ou morrer, independente de qual for a estratégia escolhida. Afinal de contas, mais difícil que matar um leão por dia e conviver com as cobras é ter que enfrentar três fases de mata-mata seguidas e ainda por cima, correr o risco de morrer na praia, depois de ter sido o melhor em tudo na fase de grupos da competição.

*Rafael Morais é jornalista. Atualmente produz e apresenta o boletim esportivo Super Esporte 95, na 95 FM, e é comentarista do programa Universidade do Esporte, da FM Universitária. Em maio/2017, lançou o livro de crônicas “Futebol com Sotaque Potiguar”.

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