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Aterro sanitário
Cerca de 60% das cidades brasileiras ainda utilizam lixões
Sete em cada 10 locais de destinação final de resíduos não possuem aterro sanitário, segundo estudo. Regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste registram a maior quantidade de destinação incorreta, com mais de 80% dos rejeitos despejados em lixões
Redação
08/10/2020 | 19:28

O Brasil enfrenta sérias dificuldades para a destinação correta dos resíduos sólidos. Segundo o estudo da Associação Brasileira das Empresas de Tratamento de Resíduos Sólidos e Efluentes (Abetre), cerca de 60% dos municípios brasileiros utilizam lixões, o que impacta, aproximadamente, 42 milhões de pessoas.

Já nos 3.556 municípios que responderam à pesquisa, estima-se que existam 2.307 unidades de disposição final, sendo 640 aterros e 1.667 lixões. Com isso, de cada 10 locais de destinação final, sete são lixões. Ainda estima-se que grande parte dos 2.014 municípios que não declararam a destinação final de seus resíduos também utiliza lixões.

Esses locais recebem, por ano, mais de 70 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos, sendo 78% recicláveis (dentre orgânicos e secos). Rejeitos e outros representam 22%.

Regiões

As regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste registram a maior quantidade de destinação incorreta, com mais de 80% dos resíduos indo parar em lixões. O Sudeste vem logo a seguir, com aproximadamente 40% de destinações incorretas. A Região Sul é a que apresenta os melhores índices, com cerca de 80% dos resíduos indo para aterros sanitários.

Para Luiz Gonzaga, presidente da Abetre, os lixões existem por falta de interesse dos gestores municipais,  ”rigorosamente, porque o assunto não está entre as prioridades das autoridades municipais e porque não há penalidades para o descumprimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).”

Ele aponta também que “há estudos da OMS (Organização Mundial da Saúde) que concluem que, para cada dólar gasto em boa gestão de resíduos, economizam-se quatro dólares em saúde pública. É questão até mesmo de aritmética, mas, como dito, não é prioridade para prefeitos que escondem o lixo em qualquer lugar e não são penalizados”.

Investimento

O levantamento da associação ressalta que, para resolver o problema dos lixões no Brasil, seria necessário a construção de 500 aterros sanitários, que poderiam ser construídos com um investimento de R$ 2,6 bilhões (cerca de R$ 63,40 per capita).

Além disso, um estudo conduzido pela Abetre, com apoio da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) e do Sindicato das Empresas de Limpeza Urbana (Selur), mostrou como os valores de investimento e custeio de aterros sanitários variam em função do tamanho da população atendida.

Regiões com menos de 100 mil habitantes não têm economia de escala e ficaria muito onerosos para a população. Para áreas a partir de 300 mil pessoas, o investimento per capita para a construção de um aterro varia entre R$ 34,00 e R$ 64,00 por ano, e o custo de manutenção per capita é de R$ 32,00 a R$ 58,00 por ano.

*As informações são do Correio Braziliense

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