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Tecnologia
Celular de governador é invadido por golpistas, que clonam celular de secretários
Pelo menos dois secretários do estafe do governador do Ceará Camilo Santana (PT) estão sendo vítimas de um golpe praticado por hackers. O titular da Secretaria do Desenvolvimento Econômico e do Trabalho (Sedet), Maia Júnior, e o secretário do Meio Ambiente, Artur Bruno, estão avisando que tiveram seus celulares clonados
O Povo
06/08/2021 | 13:33

De repente, você percebe que foi vítima de um golpe virtual. Os principais ocorrem por meio da clonagem do número de telefone ou na invasão do aparelho celular pelos criminosos. O objetivo é quase sempre para o roubo de informações pessoais, como senhas bancárias e contatos da agenda telefônica, por exemplo. É o que ocorreu com o governador do Ceará, Camilo Santana (PT), que informou na manhã desta quarta-feira, 4, que teve o telefone celular invadido por hackers. Segundo o gestor, os criminosos roubaram dados da sua agenda de contatos e enviaram mensagens no nome dele, na tentativa de aplicar golpes financeiros.

Em entrevista à Rádio O POVO/CBN, na manhã de hoje, Renato Marinho, chefe de pesquisa do Morphus Labs, empresa da área de segurança da informação, explica quais os principais procedimentos para a segurança virtual e como se proteger de crimes digitais. No Brasil, mais de 5 milhões de brasileiros foram vítimas do golpe de clonagem de WhatsApp em 2020, de acordo com um levantamento do dfndr lab, laboratório especializado em segurança digital da PSafe.

De acordo com Marinho, os procedimentos de segurança do celular abordam desde o uso de senha de bloqueio do aparelho até a preservação da imagem em redes sociais, por exemplo. Neste último, porém, o procedimento ser mais complicado para figuras públicas. “O bloqueio da tela é um recurso básico de segurança que todos devem habilitar porque caso você perca ou seja roubado, o criminoso não vai poder ter acesso a ele e aos seus dados, como contatos e informações pessoais. Colocar uma senha de proteção é primordial”, orienta.

Outra orientação do especialista é sobre a criação de uma senha adicional nos aplicativos, principalmente para evitar roubo bancários. Renato destaca que uma proteção adicional dá mais segurança para as pessoas: por mais que essa senha seja fácil ou acabe vazando, os criminosos não vão ter acesso ao seu aplicativo. Para ele, aplicativos, especialmente os de bancos, devem ter “uma forma adicional de autenticação do usuário”.

Golpes também são aplicados por meio do roubo da imagem. Nestes casos, não necessariamente o criminoso clona o WhatsApp, mas usa a foto de perfil do aplicativo. Assim, apenas com acesso aos contatos de uma pessoa, já é possível realizar o golpe. Renato destaca que para prevenir a situação, o aplicativo possui um recurso em que um indivíduo só pode ver a foto de perfil se você tiver aquela determinada pessoa salva na agenda de contatos. “Um criminoso que saiba o meu número e queira roubar a minha foto do perfil do Whatsapp, ele não vai ver porque ele não está na minha agenda”, explica Renato.

Riscos do Wi-fi público
Uma pesquisa realizada pela Morphus Labs mostrou que muitos usuários não se preocupam com a segurança da rede wi-fi que acessam, principalmente se ela for pública. O estudo aponta que redes públicas podem ser um dos meios para roubo de dados. A pesquisa tratava-se da abertura de uma rede de wifi falsa para testar o grau de exposição com o qual as pessoas atuavam. O especialista ressalta a importância da precaução no acesso às redes livres.

“Nosso objetivo era identificar ou medir o nível de exposição das pessoas referente a uma rede wi-fi falsa. Quando você usa o celular em uma rede wi-fi, você entra em bancos, mídias sociais ou faz alguma autenticação de modo geral. Se você entrar em uma rede wi-fi sem segurança, um atacante pode interceptar essas publicações e roubar suas informações. No estudo, muitas pessoas se conectaram nessa rede falsa”, lembra Renato.

Ainda segundo o especialista, um dos pontos do estudo era analisar se as pessoas paravam para ler os termos de acesso à rede, que constava a permissão de acessar os dados do usuário. “O texto que era aceito em torno de dois segundos. Eu analisei que as pessoas não liam o texto e aceitavam os termos. Isso prova que a pessoa que observa uma rede wi-fi aberta precisa verificar com cautela se pode ou não entrar naquela rede, pois ela pode ser uma abertura para que os atacantes possam aplicar alguns golpes e roubar seus dados”, informa Marinho.

Como se proteger?

– Instale uma solução de segurança em seu celular capaz de identificar tentativas de clonagem de WhatsApp;

– Ative a autenticação em dois fatores, dessa forma você poderá criar uma senha que será uma camada extra de segurança para sua conta de WhatsApp;

– Em caso de compras online, procure pelo selo de verificação nos perfis das redes sociais das marcas e nunca passe informações pessoais e nenhum código que foi enviado para o seu celular;

– Não deixe o celular desbloqueado perto de pessoas desconhecidas, pois é possível que elas se conectem ao WhatsApp Web e tenham acesso às suas mensagens. Para verificar se alguém está acessando sua conta, clique nos três pontinhos no canto superior direito dentro do aplicativo e selecione “WhatsApp Web”. Se alguém estiver ativo, irá aparecer o nome do dispositivo no qual ele está conectado. Para sair basta clicar em “Desconectar de todos os aparelhos”.

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